O indicador que representa a inflação oficial o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou em julho, em Curitiba, fechando em 0,35%. No mês anterior, o índice tinha ficado em 0,83%.
Entretanto, a redução não foi suficiente para impedir que a cidade apresente a maior inflação acumulada do ano, entre todas as 11 capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, ontem, os números. Enquanto a média nacional, para 2009, está em 2,82%, o indicador em Curitiba é o único a ultrapassar a barreira dos 3%, ficando em 3,44%.
A média nacional de julho ficou em 0,24% – também uma queda em relação a junho, quando fechou em 0,36%. O IBGE destacou os alimentos, que apresentaram deflação de -0,06%, depois de uma alta de 0,70% em junho.
A queda no preço dos alimentos aconteceu na maioria das regiões metropolitanas pesquisadas: Salvador (-0,73%), Belém (-0,72%), Porto Alegre (-0,58%), Recife (-0,45%), Belo Horizonte (-0,38%), Rio de Janeiro (-0,29%) e Fortaleza (-0,19%). Curitiba, com alta de 0,31%, ficou atrás apenas de Goiânia (0,34%) e São Paulo (0,53%).
Na capital paranaense, os itens alimentícios que mais subiram foram as aves e ovos (3,65%) e leites e derivados (2,29%). As maiores baixas foram em tubérculos, raízes e legumes (-5,13%) e hortaliças e verduras (-2,70%).
Entre os itens não-alimentícios, os grupos de artigos de residência (-0,34%) e comunicação (-0,01%) foram os únicos com baixas no mês. Já os grupos de habitação (0,31%), vestuário (0,67%), transportes (0,49%), saúde e cuidados pessoais (0,58%), despesas pessoais (0,37%) e educação (0,07%) tiveram altas.
No ano, a variação dos itens alimentícios, em Curitiba, é de 3,45% – praticamente igual ao índice geral acumulado do IPCA. As maiores altas estão nas hortaliças e verduras (32,01%) e em leites e derivados (22,86%).
Entre as baixas, a mais significativa foi nos cereais, leguminosas e oleaginosas: -23,52%. Todos os grupos de itens não-alimentícios tiveram alta: habitação (5,14%), artigos de residência (4,79%), vestuário (2,31%), transportes (1%), saúde e cuidados pessoais (3,19%), despesas pessoais (6,95%), educação (5,72%) e comunicação (0,70%) ficaram mais caros, no ano, na capital.
O IPCA engloba a variação de preços para famílias com rendimentos mensais de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas principais áreas urbanas do País. É utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2009 foi estabelecido em 4,5%, com tolerância de dois pontos porcentuais.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apura a inflação para famílias com rendimento mensal de 1 a 6 salários mínimos e, em geral, é usado para os reajustes salariais, teve variação de 0,23% em julho.
O resultado também ficou abaixo do apresentado em junho (0,42%). Em 2009, o indicador acumula 2,99%, bem menos que os 4,87% medidos no mesmo período, em 2008. Nos últimos 12 meses, o resultado, de 4,57%, também é menor que os 4,94% dos 12 meses anteriores.
Em julho de 2008, o INPC foi de 0,58%. Em Curitiba, o índice de julho ficou em 0,27%, também caindo em relação ao mês anterior (0,84%). O acumulado de 2009 está em 4,1%.


