Cristina Junqueira, engenheira e executiva de 43 anos, fundou o Nubank em 2013 ao romper com o modelo tradicional dos grandes bancos brasileiros. Hoje bilionária, ela lidera a expansão internacional da instituição, que se tornou a maior do Brasil em número de clientes. As informações são da Gazeta do Povo.

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Em 2013, Cristina era executiva de cartões em um grande banco, mas sentia que o setor ignorava as necessidades dos clientes com tarifas altas e burocracia. Após conhecer o colombiano David Vélez, ela decidiu usar seu conhecimento técnico para construir uma fintech, sigla para empresas de tecnologia financeira, focada em atendimento humano e serviços sem taxas abusivas.

Empresa enfrentou mercado fechado e dominado por cinco instituições

O maior obstáculo foi entrar em um dos mercados mais fechados do mundo. Cristina e seus sócios precisaram obter autorizações rigorosas do Banco Central, cumprir exigências de capital e convencer investidores de que uma startup digital poderia competir com gigantes bilionários.

A estratégia principal foi usar a tecnologia para simplificar a vida do usuário. O Nubank começou com um cartão de crédito sem anuidade controlado totalmente por aplicativo, algo revolucionário na época. Cristina chegou a atender pessoalmente as reclamações de clientes de madrugada para entender onde o serviço falhava e melhorar o produto.

Executiva mantém rotina disciplinada e concilia fé com negócios

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Com quatro filhos e vivendo nos Estados Unidos, a empresária mantém uma rotina disciplinada que começa antes das seis da manhã. Ela é conhecida pelo pragmatismo e pela atenção extrema aos detalhes, revisando desde apresentações estratégicas até rodapés de e-mails.

Recentemente convertida ao catolicismo, Cristina afirma que a fé passou a guiar suas escolhas profissionais. Ela busca compreender o que é esperado dela espiritualmente antes de tomar decisões de negócios, mantendo hábitos como rezar o terço e participar de missas dominicais.

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