Crise leva americanos a poupar e cortar gastos

Em momentos de crise econômica, melhor poupar do que gastar. A máxima tem orientado as decisões de boa parte dos americanos, mesmo dos 139,3 milhões hoje na confortável situação de trabalhadores empregados. Mas, fortalecido pela insegurança, esse princípio tornou-se a pior trava para o deslanche do crescimento da atividade do país.

Romper com essa lógica já era um desafio para o governo dos EUA desde 2009. Com o novo compromisso de cortes de pelo menos US$ 1 trilhão em gastos públicos federais, a reversão da queda do desemprego tornou-se a meta essencial para evitar uma nova recessão.

Erin Monaghen adota a regra a ferro e fogo. Diretora de uma organização não governamental em Vinton, Estado de Iowa, divorciada e mãe dos adolescentes Quinn e Shane, Erin cortou as visitas semanais à cidade vizinha de Cedar Rapids, dispensou os alimentos congelados e trocou os planos de telefonia celular, internet e TV a cabo por outros mais baratos. O ar-condicionado foi desligado neste verão. A economia com esses pequenos cortes foi para a poupança e cobriu o aumento do custo de vida. “Não é hora de gastança”, afirmou, sentada do muro da Casa Branca, durante a única extravagância da família nos últimos três anos: a primeira visita à capital dos Estados Unidos.

De acordo com dados do Departamento do Comércio dos Estados Unidos de 2011, o consumo pessoal voltou a cair em junho, em 0,2%, depois de cinco meses de crescimento nunca maior do que 0,4%. Em junho, movimentou US$ 10,6 trilhões, conforme cálculos ajustados sazonalmente. Os dados frustraram apesar da ampla oferta de crédito a baixo custo. Ninguém quer se endividar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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