Cresceu o número de empregos formais

A Grande Curitiba fechou janeiro com crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada: de 656 mil em janeiro do ano passado para 686 mil este ano. O incremento de 30 mil pessoas no mercado formal representou variação de 4,6%. O rendimento médio no período, por outro lado, permaneceu o mesmo: R$ 926,00. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Na comparação com dezembro do ano passado, porém, o número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu: passou de 705 mil para 686 mil, ou seja, queda de 2,7%. Segundo o coordenador da Equipe de Pesquisa de Campo do Ipardes, Ciro Cézar Barbosa, trata-se de um ?desaquecimento normal da atividade econômica?. O desligamento vem sobretudo do comércio, que costuma contratar no final do ano e demitir no início do ano seguinte.

Na Grande Curitiba, a população ocupada soma 1,367 milhão trabalhadores. Na comparação com janeiro do ano passado, o setor que mais empregou foi o de ?outros serviços?, que inclui atividades como transporte, limpeza urbana, alojamento, entre outros. Nesse setor, o crescimento foi de 16,5%, o que significou 34 mil trabalhadores a mais. Outro segmento importante foi o de administração pública, defesa, segurança social, educação, saúde, com crescimento de 9,6% no nível de emprego, ou 18 mil novos postos de trabalho. Já o pior desempenho foi registrado pela construção civil, com queda de 7,7%, ou 18 mil empregos a menos.

A pesquisa mostra ainda que em janeiro, do total de ocupados, 73,6% estavam na condição de empregados (1,006 milhão), 19,7% trabalhavam por conta própria (269 mil) e 5% eram empregadores (68 mil). Considerando o total das pessoas ocupadas, 686 mil eram com registro em carteira (50,2%) e 208 mil, sem registro (15,2%).

Levando-se em conta a forma de inserção do trabalhador no setor privado, os empregados com carteira assinada (626 mil) e os sem carteira assinada (132 mil) apresentaram variações de -3,5% e -3,6%, respectivamente, em relação a dezembro/2005. Na comparação com janeiro de 2005, as variações foram de 4,9% e -7,7%, respectivamente.

Taxa de desemprego

Com relação à taxa de desemprego, em janeiro ela ficou em 7,2% na Grande Curitiba. De acordo com a pesquisa, o número de pessoas desocupadas e procurando trabalho no primeiro mês do ano foi estimado em 106 mil pessoas, contra 110 mil estimadas para o mesmo período em 2005, quando a taxa de desemprego foi de 7,7%. Em dezembro último, a taxa havia sido de 5,5%. ?O aumento do desemprego em janeiro é sazonal?, justificou a responsável pela Análise de Dados do Ipardes, Sachiko Araki Lira.

Na comparação com outras seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Grande Curitiba apresentou a segunda menor taxa de desocupação, atrás apenas do Rio de Janeiro (6,9%). Em seguida, ficaram Porto Alegre (7,7%), Belo Horizonte (8,1%), São Paulo (9,2%), Salvador (14,9%) e Recife. A média para as seis regiões pesquisadas pelo IBGE foi de 9,2%.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.