As estimativas de mercado para o IPCA de 2004 subiram de 5,91% para 6% na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC), ficando dentro da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) – de 5,5%, com uma faixa de variação de 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

As previsões de inflação para 2003 subiram de 9,17% para 9,20%. As projeções de IPCA para dezembro aumentaram, na mesma pesquisa, de 0,40% para 0,44%, e as expectativas para janeiro de 2004 mantiveram-se estáveis em 0,60%. As projeções de IPCA para 12 meses ficaram inalteradas em 5,90%, como na pesquisa divulgada na semana passada.

O levantamento divulgado ontem pelo BC registrou ainda uma elevação das projeções de reajuste dos preços administrados em 2003 de 13% para 13,02%. As estimativas de aumento dos administrados no próximo ano ficaram estáveis em 7%.

As estimativas de mercado para a taxa de câmbio no final de dezembro recuaram de R$ 2,97 para R$ 2,95 na pesquisa semanal do BC. As previsões para o final de janeiro de 2004 ficaram estáveis nos mesmos R$ 3,00 do levantamento divulgado na semana passada. As projeções para o final de 2004 seguiram a mesma tendência de estabilidade e ficaram nos R$ 3,20 da última pesquisa. As estimativas para a taxa de câmbio média de 2003, por sua vez, caíram de R$ 3,08 para R$ 3,07, e as previsões para 2004 foram mantidas em R$ 3,10.

As previsões de mercado para a dívida líquida do setor público em 2004 recuaram de 56,05% para 56% do Produto Interno Bruto (PIB) na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC). As previsões para a dívida líquida em 2003 mantiveram-se estáveis em 57,80% do PIB. As instituições financeiras ouvidas pelo BC também mantiveram estáveis as projeções de superávit primário do setor público em 4,25% do PIB para este e o próximo ano.

De acordo com a pesquisa do BC, as projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2004 subiram de 3,52% para 3,55%. As estimativas de crescimento para 2003 no entanto recuaram de 0,13% para 0,11%. Já o fluxo de investimentos estrangeiros diretos, no cenário montado pelo mercado, aumentaria US$ 2,77 bilhões – de US$ 9,23 bilhões para US$ 12 bilhões.

Selic

O cenário econômico para 2004, desenhado na última pesquisa semanal de mercado divulgada neste ano pelo Banco Central (BC), embute uma possibilidade de queda de 2,5 pontos porcentuais da taxa básica de juros, a Selic, no próximo ano. Com isso, a taxa cairia dos atuais 16,5% para 14% ao ano em desembro de 2004, com uma redução estimada de 0,5 ponto porcentual já em janeiro.

O superávit da balança comercial, em contrapartida, teria uma queda de US$ 5 bilhões e passaria dos US$ 24 bilhões de 2003 para US$ 19 bilhões no próximo ano. O resultado da conta corrente do balanço de pagamentos seguiria a mesma tendência de piora e sairia de um superávit estimado de US$ 3,10 bilhões em 2003 para um déficit de US$ 3,80 bilhões.

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