O mercado de crédito brasileiro terá mais um ano de forte expansão em 2007. A avaliação é do economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Nicola Tingas, e foi feita hoje com base na pesquisa realizada com 43 instituições financeiras. De acordo com o levantamento, a expectativa média é a de que haja um crescimento das operações de crédito este ano de 19,74% em relação a 2006. Esta projeção é superior às taxas dos levantamentos anteriores, de 19,04% (abril) e de 18,27% (junho).

O levantamento aponta também um aumento das estimativas para a concessão de crédito para pessoas físicas este ano, de 21,88% em abril, para 23,42% em junho e 24,15% em julho. Quando as expectativas levam em consideração a inclusão do crédito consignado, as previsões mostraram crescimento também nos três levantamentos, respectivamente: 24,37%, 25,69% e 25,81%.

Especificamente em relação a empréstimos cujas verbas serão destinadas à aquisição de veículos este ano na comparação com 2006, a média das estimativas também mostra-se positiva. Estava em 22,33% em abril, subiu para 23,57% em junho e atingiu 23,69% em julho. A expectativa média dos economistas de banco para inadimplência de uma forma geral é a de que deve ficar menor em 2007 do que o esperado em abril. A projeção de 5,60% foi substituída pela de 5,55% e, em seguida, pela de 5,24%.

"Este será mais um ano de forte crescimento do crédito e de uma forma qualitativa", afirmou Tingas. Ele acredita que este crescimento espelhe a confiança maior na economia e atribuiu o aumento a vários fatores, entre eles, ao aumento da bancarização à inflação contida e ao aumento da renda e do emprego.