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Crédito em fevereiro voltou para a tendência de crescimento, diz BC

  • Por Estadão Conteúdo

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, pontuou nesta quarta-feira, 27, durante entrevista coletiva, que o crédito em fevereiro voltou para sua tendência recente de crescimento. As estatísticas de crédito foram divulgadas hoje pelo BC. “A aceleração do crédito na comparação de 12 meses ocorre em qualquer uma das modalidades, seja no crédito total, no livre ou no direcionado”, afirmou Rocha.

Os dados do BC mostraram que, em fevereiro, o saldo total de crédito subiu 0,3% em relação a janeiro. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 5,5%. No crédito livre, o saldo avançou 0,5% no mês e 11,5% em 12 meses. No caso do direcionado, houve estabilidade em fevereiro e baixa de 0,7% nos 12 meses até fevereiro. “O saldo do crédito direcionado ainda é negativo”, reconheceu Rocha. “Mas a redução do saldo do crédito direcionado em 12 meses está cada vez menor.”

A abertura dos dados do crédito direcionado mostra que, em fevereiro, o saldo de crédito para pessoas jurídicas recuou 0,6%. No acumulado em 12 meses, a baixa foi de 8,0%.

“No crédito direcionado para pessoa jurídica, o que tem pesado é a parcela relativa ao BNDES”, afirmou Rocha. “Os saldos de crédito do BNDES ainda continuam se reduzindo em magnitude elevada.”

Os dados do BC mostraram que, em fevereiro, o saldo de crédito com recursos do BNDES caiu 0,4%. Em 12 meses, o recuo foi de 8,2%.

“Sem o BNDES, o crédito direcionado já estaria crescendo”, disse Rocha, lembrando que esta rubrica é formada pelo crédito do banco de fomento e pelas operações de crédito rural e financiamento imobiliário, que utilizam recursos da caderneta de poupança. “A perspectiva para o crédito do BNDES depende de diretrizes que o banco irá seguir e das devoluções de recursos ao Tesouro”, acrescentou Rocha.

Concessões

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central pontuou também que as concessões de crédito ficaram estáveis (variação de 0,00%) em fevereiro ante janeiro, em parte por conta da forma em que o dado é calculado. “As concessões são tipicamente bastante voláteis e afetadas pela sazonalidade. E também são acumuladas. (Calcula-se) o acumulado de cada dia útil no mês”, explicou Rocha. “Em fevereiro, tivemos dois dias úteis a menos que em janeiro.”

Isso fez com que o porcentual de variação fosse zero de um mês para o outro. “Mas se fevereiro não tivesse dois dias úteis a menos, as concessões teriam crescido”, acrescentou Rocha.

Segundo ele, as estatísticas dessazonalizadas de concessões, disponibilizadas no site do BC, mostram que houve alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro. “Olhando em 12 meses, as concessões crescem por volta de 10%, crescem a dois dígitos”, destacou. “O crescimento do crédito em fevereiro parece estar apoiado também na alta das concessões.”

Aceleração

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC disse também que os dados da instituição mostram que há aceleração no desempenho do crédito no Brasil.

Rocha evitou fazer maiores avaliações, no entanto, sobre a expansão do crédito ao longo de 2019. Ele lembrou que nesta quinta-feira o BC publicará seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que trará as atualizações das projeções para o mercado de crédito neste ano.

“O crédito está crescendo e, em fevereiro, acelerou”, acrescentou Rocha.

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