Economia

Correios lançam novo PDV para até 7 mil funcionários em crise financeira

Imagem mostra uma pessoa usando a calculadora do celular com uma planilha de gastos ao lado.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Os Correios abriram um novo plano de demissão voluntária (PDV) com expectativa de até 7 mil adesões válidas até setembro. A medida faz parte da reestruturação da estatal, que enfrenta uma grave crise financeira com prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. As informações são da Gazeta do Povo.

Diferente do primeiro PDV lançado no início do ano, a direção não estabeleceu meta de adesões. O programa será direcionado apenas a funcionários de unidades que serão extintas, como centros de tratamento de cargas e agências. No primeiro PDV, encerrado em março, cerca de 3,1 mil funcionários aderiram, abaixo da meta de 10 mil desligamentos.

Indenização varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil

O incentivo financeiro será calculado conforme a situação de cada empregado, considerando tempo de serviço, idade, adicionais por aposentadoria e incorporação. A indenização será paga integralmente em parcela única, depositada até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento, sem incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.

A estatal registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 82,35% superior ao mesmo período de 2025. Para 2026, a expectativa é de prejuízo próximo de R$ 10 bilhões. Em 2025, o déficit foi recorde, com R$ 8,5 bilhões negativos.

Reestruturação prevê venda de imóveis e fechamento de agências

O plano de recuperação inclui a venda de imóveis com potencial de arrecadação de R$ 1,5 bilhão e o fechamento de até mil pontos de atendimento deficitários. Dos cerca de 10 mil pontos existentes, 85% eram considerados deficitários em relatório de 2024.

A reestruturação também prevê negociação com fornecedores, que teria gerado economia de R$ 321 milhões, e parcelamento de R$ 2,5 bilhões em tributos em 60 vezes. O plano é dividido em três etapas e prevê redução do déficit em 2026 com retorno à lucratividade em 2027. Os Correios contam com empréstimo de R$ 12 bilhões de bancos com garantia do Tesouro.

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