Operadores portuários e agenciadores de cargas que atuam com grãos no Porto de Paranaguá estão destacando o novo modelo de manutenção do Corredor de Exportação, que será gerenciado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e mantido pelas empresas privadas que exportam pelo terminal portuário. O modelo foi autorizado pelo superintendente da Eduardo Requião depois de encontro com usuários do Porto. Mais de 80% dos grãos exportados pelo Porto de Paranaguá passam pelo Corredor de Exportação.

?Manteremos o sistema sob o controle da Appa, com a participação efetiva dos que utilizam o Corredor de Exportação. Nosso compromisso é com os usuários do Porto e nossa missão é manter o complexo público funcionando com eficiência e produtividade?, destacou Eduardo Requião. Todas as semanas, acrescentou o superintendente, os operadores entregarão relatórios com informações detalhadas das ações realizadas e das operações executadas.

?Consideramos esse acordo um avanço, que fortalece o relacionamento entre os terminais e a administração portuário, trazendo benefícios para toda a comunidade que utiliza o Porto de Paranaguá. Essas melhorias refletem na produtividade e dão uma expectativa melhor para contratação de fretes e de navios com antecedência. Esta é uma ação direta com benefício imediatos?, destacou Airton Galinari, gerente da unidade da Coamo em Paranaguá, uma das principais exportadoras de milho do Paraná.

Em até 90 dias, os operadores vão constituir uma empresa sem fins lucrativos para realizar a manutenção corretiva e preventiva do Corredor de Exportação. Eles acreditam que, assim, os custos serão menores. ?Esta atividade não visará lucro e sim a boa condição dos equipamentos. A arrecadação será proporcional à movimentação de cada operador. Teremos um menor custo com melhor condição de competitividade com outros portos. Operacionalmente, trabalharemos com menor custo para viabilizar a negociação de cargas para o Porto de Paranaguá de Paranaguá?, explicou Galinari.

Além dos relatórios semanais, a fiscalização da manutenção será feita pela Appa a cada ano. Ao final de cada 12 meses, os operadores entregarão um relatório à Appa com as atividades realizadas para garantir a continuação da manutenção no ano posterior. ?Agradeço ao superintendente da Appa pelo fato de ter dado uma grande abertura aos operadores. Consideramos um marco positivo na relação do Porto com os operadores. Acreditamos que esta união é muito importante para o Porto, para a cidade e para o Brasil?, declarou Albano Simões Pinto, da Agência Marítima Cargonave.

Planejamento 

O diretor técnico da Appa, Leopoldo de Castro Campos, esclareceu que este é um novo modelo de manutenção do Corredor, diferente do vigente no passado. ?Este modelo envolve o apoio logístico, pessoal, controle e monitoramento dos trabalhos?, explicou.

A partir de agora, conforme explicou, será desenvolvido um novo plano a partir do dimensionamento de ações que interferem diretamente nos processo de exportação e importação. ?Vamos fazer com que haja um planejamento estratégico para a aplicação de investimentos no Corredor de Exportação. Haverá uma maior interação, um trabalho em parceria e co-participativo. O Estado ganha e o Porto também?, declarou Campos.