Foto: Átila Alberti/O Estado

Falta de água é problema no Sudoeste do Paraná.

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O prefeito de Coronel Vivida, Pedro Mezzomo, assinou ontem o Decreto n.º 3018, declarando Situação de Emergência no município, em decorrência da estiagem que vem ocorrendo desde outubro do ano passado. No Paraná, segundo informações da Defesa Civil, até agora outras sete cidades já tomaram a mesma decisão: Chopinzinho, São João, Bom Jesus do Sul, Salgado Filho, Manfrinópolis, Verê e Santa Isabel do Oeste, todos localizados na região Sudoeste. A Situação de Emergência tem validade de 90 dias, podendo ser prorrogada por até outros três meses.

Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), mostram que os prejuízos nas culturas de soja, milho e feijão e na produção de leite são de aproximadamente R$ 25 milhões em Coronel Vivida. No Sudoeste, o Deral aponta perdas de 17% na atividade agropecuária, algo em torno de R$ 1,3 bilhão.

Em 2005, a Situação de Emergência no município foi decretada no dia 25 de fevereiro e reconhecida pela Defesa Civil apenas em março. Neste ano, a Defesa Civil mudou a conduta, exigindo antes a apresentação de levantamento de perdas, invertendo o processo. ?Já encaminhamos os dados de perdas e fomos autorizados a decretar a Situação de Emergência, o que nos faz acreditar que o procedimento será mais ágil?, observou Pedro Mezzomo. O prefeito acrescentou que a administração está buscando recursos nos governos estadual e federal para amenizar a condição dos produtores, especialmente os pequenos. No caso de Coronel Vivida, a emergência é de nível III (grande intensidade), em uma escala de quatro, com prejuízos que ficam entre 10% e 30% do Produto Interno Bruto (PIB) municipal.

A explicação para as grandes perdas, segundo o diretor do Departamento Municipal de Desenvolvimento Rural, Gilberto Ferreira, está na falta de chuvas durante o período de floração e de enchimento de grãos das culturas de soja, milho e feijão. ?As chuvas que ocorreram nos últimos dias evitaram que as perdas fossem maiores. De qualquer forma, a perda estimada é de 21.700 toneladas só na soja. A produção de leite também sofreu forte redução, com 2,4 milhões de litros a menos nos últimos quatro meses?, ressaltou Ferreira.

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Como a economia de Coronel Vivida é baseada na agricultura e pecuária, as perdas com a estiagem começam a influenciar em outras áreas, como o comércio. Conforme dados fornecidos pela Associação Comercial e Empresarial de Coronel Vivida (Acivi), desde dezembro as quedas nas vendas foram de 25,67%, em média. A inadimplência aumentou em 26,58%.