O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. A Selic, como é chamada essa taxa, está no menor nível desde março de 2025. Esta é a quinta redução consecutiva, e a decisão foi unânime entre os membros do comitê. As informações são da Gazeta do Povo.
Em nota, o Copom afirmou que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante. A autarquia destacou que, sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, a medida também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.
O comitê manteve a cautela sobre a próxima reunião. Segundo o BC, a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta, em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços.
Comitê destaca incerteza no cenário externo
O Copom voltou a destacar a incerteza no ambiente externo diante dos conflitos armados no Oriente Médio e da política monetária em algumas economias avançadas. O comitê apontou que os países emergentes devem agir com prudência em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.
Fed sobe juros nos Estados Unidos
Mais cedo, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciou o aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão, por unanimidade, representa o primeiro aumento desde julho de 2023, diante da inflação persistente que afeta a maior economia mundial, segundo a Agência EFE.
A reunião foi a terceira do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed presidida por Kevin Warsh, que tem reiterado seu firme compromisso de combater os aumentos de preços. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) permaneceu acima da meta do órgão por mais de cinco anos. Em comunicado, a entidade indicou que a inflação continua elevada e que a medida adotada favorecerá um retorno mais rápido à meta de 2% estabelecida pelo FOMC.
Os dados de agosto mostraram que os EUA criaram 162 mil novos empregos, muito acima do previsto pelos analistas, e que a taxa de desemprego (4,1%) permaneceu inalterada. Essa solidez, aliada a uma inflação que se manteve em 3,4% em relação ao ano anterior no mês passado, diante da alta dos preços do petróleo causada pela guerra contra o Irã, levou o Fed a concluir que a economia americana pode e deve tolerar o primeiro aperto monetário em mais de três anos.
