Apesar das incertezas futuras com o preço do petróleo no mercado internacional, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) continua trabalhando com a hipótese de que a gasolina não terá reajuste em 2007. Essa hipótese é usada pelo Copom para fazer os seus cenários de projeção da inflação.

"O preço do petróleo, fonte sistemática de incerteza advinda do cenário internacional, permanece elevado e segue mostrando acentuada volatilidade, refletindo não apenas mudanças estruturais no mercado energético mundial, mas também episódios recorrentes de incerteza geopolítica", ressaltam os integrantes do Copom na ata de sua última reunião, divulgada hoje.

A ata também destaca que aumentou, nas últimas semanas, a volatilidade dos preços de outras commodities, como reflexo da incerteza sobre as perspectivas para o crescimento da demanda mundial e da turbulência nos mercados financeiros globais.

O Copom também prevê que não haverá reajuste do preço do gás de bujão em 2007.

O Copom, no entanto, alterou de 3,6% para 4,4% a projeção de queda nos preços da tarifa de energia elétrica. A projeção de aumento da tarifa de telefonia fixa caiu de 3,3% para 2,8% em 2007. As estimativas de reajuste de preços administrados para 2007 permaneceram em 3,2%. Para 2008, a projeção de reajuste de preços administrados manteve se em 4,5%.