Economia

Coordenadora de Flávio propõe transição de dois anos no Bolsa Família

Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Depositphotos.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Depositphotos.

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, propôs nesta segunda-feira (19) uma regra de transição para beneficiários do Bolsa Família. A ideia é que quem recebe o benefício continue com os pagamentos por dois anos enquanto busca abrir empresa ou encontrar emprego. As informações são da Gazeta do Povo.

Em entrevista à CBN Bahia, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal defendeu o uso de internet e inteligência artificial para que os cidadãos acessem cursos, informações sobre formalização como Microempreendedor Individual (MEI) e vagas de trabalho. Segundo ela, o objetivo é evitar que famílias fiquem perpetuamente dependentes da assistência.

Daniella afirmou que a assistência não abala a economia do país e cabe no orçamento brasileiro. O problema, segundo ela, é quando uma família que recebe o benefício não tem oportunidades para construir renda além da assistência.

Bolsa Família tem orçamento de R$ 156,6 bilhões em 2026

O Bolsa Família foi criado em outubro de 2003, reunindo programas do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Hoje, o piso é de R$ 691 por família, com pagamento de R$ 164 por pessoa, mais R$ 173 por criança de até seis anos e R$ 58 por gestante, nutriz, criança ou adolescente. Para ter direito, a renda mensal precisa ser de até R$ 218 por pessoa.

O Orçamento de 2026 reservou cerca de R$ 156,6 bilhões para o programa, valor equivalente a 58% do orçamento inicial do Ministério da Saúde neste ano. Atualmente, há uma regra de proteção que permite à família que superou a renda continuar no programa por até um ano, recebendo 50% do benefício.

Coordenadora comenta escala de trabalho e liberdade de escolha

Daniella também comentou o fim da escala 6×1, recentemente promulgada pelo Congresso Nacional. Segundo ela, a equipe não se opõe à proposta, mas defende a liberdade de escolha entre trabalhador e empregador para negociar a melhor forma de organizar o trabalho e a remuneração.

A Emenda Constitucional nº 141 reduziu a jornada semanal de 44 para 40 horas, com implementação gradual até dezembro de 2027. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima perda no PIB de R$ 76,7 bilhões, cerca de 0,7% do patamar atual.

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