As cooperativas do Paraná devem investir cerca de R$ 1 bilhão nos próximos 12 meses para ampliar a estrutura de armazenagem e industrial. Com isso, de acordo com o Sistema Federação, Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), deverão ser gerados mais de sete mil empregos diretos, principalmente no setor de carnes.

A previsão da Ocepar é de que os investimentos estejam à disposição dos cooperados a partir de 1. de julho. O objetivo é viabilizar uma série de projetos que já foram aprovados por investidores, uma parte já em andamento.

Os valores, no entanto são menores na comparação com o volume aplicado entre julho de 2008 e junho de 2009. A Ocepar estima que neste período, as cooperativas aplicaram R$ 1,25 bilhão em infraestrutura.

Para o gerente técnico e econômico do Ocepar, Flávio Turra, a expectativa, no entanto, é de, além de otimizar a produção, criar novas vagas, principalmente na região oeste do Estado. “O setor de carnes deverá abrir o maior número de vagas. O maior número de oportunidades será destinado a profissionais de nível médio”, afirma.

Segundo Turra, o setor que mais vai receber investimentos é a agroindústria, especialmente pecuária e grãos. “O maior volume, ou cerca de 20% dos investimentos, deverá ir para o setor de frangos, que teve um crescimento vertiginoso nos últimos anos e precisa adequar a sua produção”, diz. Na área de infraestrutura, a maior parte será direcionada para a armazenagem, onde serão aplicados cerca 30% dos investimentos.

Para os próximos anos, as cooperativas deverão concentrar investimentos estratégicos de mercado. Segundo Turra, serão aplicados cerca de R$ 100 milhões em pesquisa e informatização da produção. “Para estes casos, a procura passará a ser por profissionais de nível superior. Essa é uma necessidade da agroindústria que tende a crescer”, comenta.

De acordo com Turra, a região oeste será a principal contemplada pelos recursos. Isso porque, segundo ele, é uma região forte na agricultura, porém está muito longe do porto de Paranaguá e, devido ao custo de logística, as cooperativas precisam agregar valor aos produtos para manter a competitividade.

“Para escoar a produção, o investimento de frete consome uma boa parte do custo da produção. Por isso essa região está se especializando na agregação de valor”, afirma.

A maior parte dos investimentos deverão ser viabilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), através do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop).

Sugestões podem ser enviadas para emprego@oestadodoparana.com.br.