Cooperativas de distribuição de energia elétrica lideram o ranking de satisfação dos clientes no Brasil e estão entre as que cobram as tarifas mais baixas do país. O modelo atende 3,5 milhões de pessoas em seis estados, com destaque para Santa Catarina, que concentra 22 cooperativas servindo cerca de 1 milhão de pessoas em 118 municípios. As informações são da Gazeta do Povo.

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O Paraná tem duas cooperativas de eletrificação rural em operação. No país, há ainda 13 no Rio Grande do Sul, 12 em São Paulo, três no Rio de Janeiro e uma em Sergipe. Todas atuam em áreas rurais, com distâncias longas e poucos consumidores por quilômetro de rede.

Na última revisão tarifária divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em setembro, a Cooperzem, que atende parte de cinco municípios do sul catarinense, teve redução média de 39,79% na tarifa. Na Cergral, que serve sete mil unidades em Gravatal, o corte foi de 47,06%.

Investimento em infraestrutura reduz custos para consumidores

A estratégia para baixar os custos passa por investimento em infraestrutura. Antes da revisão, as duas cooperativas aplicaram juntas mais de R$ 60 milhões em duas subestações, novas linhas de transmissão e na conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

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Ter subestação própria é o investimento mais alto e estratégico. Com ela, a cooperativa se conecta diretamente ao sistema nacional e compra energia no mercado, sem depender de um único fornecedor. Uma das cooperativas catarinenses viu o custo cair de R$ 300 por megawatt-hora para cerca de R$ 95 após fazer esse investimento.

Edson Flores da Cunha, presidente da Federação das Cooperativas de Energia do Estado de Santa Catarina, explica que cada real economizado volta para o associado na conta de luz. A Aneel considera a economia no cálculo e repassa como redução de tarifa.

Cooperativas lideram ranking de satisfação há anos

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No Índice Aneel de Satisfação do Consumidor de 2025, divulgado em março, nove das dez melhores distribuidoras do ranking são cooperativas. A média das permissionárias foi de 71,19 pontos, contra 64,88 das concessionárias.

Segundo a Aneel, as permissionárias têm apresentado satisfação superior à das concessionárias de forma consistente na série de 2016 a 2025. A agência atribui o resultado ao perfil dos mercados atendidos, à proximidade com os usuários e à qualidade do atendimento.

Das 105 distribuidoras de energia elétrica no país, 53 são concessionárias e 52 são permissionárias. Todas as permissionárias hoje são cooperativas de eletrificação rural, fiscalizadas pela Aneel por prestarem serviço público.