Cooperativas de consumo reúnem pessoas que se associam para comprar produtos e serviços em grupo e pagar menos. No Brasil, são 191 cooperativas com 2,84 milhões de cooperados, segundo o AnuárioCoop 2026 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O modelo funciona porque o cooperado é cliente e dono ao mesmo tempo, o que elimina intermediários e reduz custos. As informações são da Gazeta do Povo.
Diferente de clubes de compras, a cooperativa não tem fins lucrativos e pertence aos próprios consumidores. Eles dividem decisões e resultados financeiros. A organização compra em grande escala e negocia direto com fornecedores, conseguindo melhores preços. Os custos operacionais são calculados e abatidos na operação. Ao final do ano, as sobras podem ser distribuídas conforme a participação de cada cooperado nas compras.
Leonardo Rafael de Souza, professor da Escola de Negócios da PUCPR, explica que a ideia é a compra em comum de mercadorias como alimentos, medicamentos, combustíveis e maquinários. Exemplos no setor supermercadista são a Coop, de São Paulo, com 34 unidades, e a Rede Cooper, de Santa Catarina, com 24 lojas e 23 farmácias.
Educação representa maior parcela das cooperativas
Segundo o AnuárioCoop 2026, a educação lidera com 28,3% das cooperativas de consumo, seguida por supermercados com 24,6% e farmácias com 15,2%. Também há cooperativas de equipamentos (10,5%), vestuário e beleza (13,6%) e serviços veiculares (7,3%). Nas escolas cooperativas, pais e responsáveis se organizam para ter acesso à educação sem distribuir lucro a investidores externos.
O cooperado tem direito de participar das assembleias, votar e ser votado. A obrigação é priorizar a cooperativa nas compras. Se não consumir, o custo aumenta e é dividido entre os associados. Quanto mais o cooperado usa a cooperativa, maior o benefício em preços menores e nas sobras distribuídas.
Cooperativa de contadores oferece redução de 30% nos preços
A CooperCont, criada em 2019, reúne 260 profissionais da contabilidade em 18 estados. A cooperativa organiza a compra de soluções para escritórios contábeis, como softwares, consultorias, gestão de telefonia e plano de saúde. O presidente Mauro Cesar Kalinke afirma que a premissa é trabalhar com cerca de 30% de redução de preço, sendo 20% de vantagem direta para o cooperado e 10% para manutenção da cooperativa.
Para ingressar, o profissional paga R$ 500 de integralização de capital e R$ 700 de taxa de administração, sem mensalidade ou anuidade. A cooperativa também estimula negócios entre os próprios associados, criando uma rede de fornecedores dentro da organização.
