Os contratos de concessão de rodovias, sobretudo os da Terceira Etapa, são hoje “inexequíveis”, segundo avaliou nesta terça-feira, 14, o Secretário de Fomento para Ações de Transportes, Dino Antunes, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. Ele disse que o foco da atuação do governo não deve ser as concessões nem as concessionárias, e sim o usuário. E, do ponto de vista do usuário, a decretação da caducidade dos contratos ou sua relicitação não são as melhores saídas, pois trariam aumento de tarifa, afirmou.

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A revisão contratual ampla proposta há pouco pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues, na mesma reunião, é uma via mais favorável para o usuário, avaliou. “Mas se for deixado para a agência fazer as revisões, a agência não vai fazer”, afirmou. “Hoje não existe técnico louco o suficiente para colocar o CPF na reta e fazer essas alterações.”

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Ele explicou que os servidores evitam assinar documentos, mesmo de caráter técnico, porque sabem que em algum momento serão cobrados pelo Ministério Público. “Não seremos cobrados se fizermos a caducidade. Para nós, é muito fácil. Mas temos certeza que esse não é o melhor caminho para a sociedade. Teremos anos e anos de morte nas rodovias”, concluiu.