As tarifas de energia elétrica e de água e esgoto dispararam em julho e fizeram a inflação do mês ficar em 0,07%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado nesta terça-feira (11) e ficou abaixo dos 0,16% registrados em junho. No acumulado do ano, a inflação soma 4,44%, abaixo do teto da meta de 4,5%. As informações são do IBGE.

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A conta de luz subiu 3,09% e foi o principal impacto individual sobre a inflação. A taxa de água e esgoto aumentou 0,40%. Ambos fizeram o grupo de Habitação ter o maior peso no cálculo do IPCA, de 0,99%. No caso da energia elétrica, o índice sofreu pressão pelos reajustes das tarifas em Curitiba (19,55%), em uma concessionária de São Paulo (8,85%) e de outra em Porto Alegre (14,89%). A cobrança também permaneceu influenciada pela bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 à conta a cada 100 kWh consumidos.

A taxa de água e esgoto também subiu por reajustes em algumas capitais, como Salvador (3,57%), Porto Alegre (5,77%), Brasília (3,97%) e Rio Branco (6%). Por outro lado, o gás encanado caiu 0,04% devido à redução média de 2% nas tarifas do Rio de Janeiro.

Alimentação recua e ajuda a conter inflação

O grupo de Alimentação e Bebidas recuou 0,67%, contribuindo para conter o avanço da inflação no mês. A queda dos alimentos foi puxada principalmente pela alimentação consumida em casa, que recuou 1,14%. Entre os principais produtos em baixa, destacaram-se o tomate (-29,09%), a batata-inglesa (-19,59%), a cenoura (-14,41%) e o café moído (-2,45%). Já o leite longa vida subiu 2,47% e frutas avançaram 1,20%.

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Comer fora de casa ficou mais caro em julho. A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55%, com o lanche passando de 0,13% para 0,76% e a refeição avançando de 0,15% para 0,42%.

Transportes e saúde também pressionam índice

Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,40%, influenciada por produtos de higiene pessoal e planos de saúde. O índice dos planos incorporou os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de até 5,11% para contratos posteriores à Lei nº 9.656/98 e de 5,52% ou 6,20% para determinados contratos anteriores à legislação.

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Transportes registrou alta de 0,05%, resultado que combinou o aumento de 11,67% nas passagens aéreas com a queda de 1,44% nos combustíveis. Etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%) ficaram mais baratos no período.

Entre as capitais pesquisadas, Rio Branco apresentou a maior inflação de julho, com alta de 0,32%. Belém teve a menor variação, de -0,45%, favorecida pelas quedas da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).