A conta de luz ficou 3,03% mais cara na primeira quinzena de julho e foi a principal responsável pela alta dos preços no país, pressionando diretamente o orçamento das famílias paranaenses. Os dados são da prévia da inflação (IPCA-15) divulgada nesta terça-feira (28) pelo IBGE. Apesar disso, a queda de 0,66% nos preços dos alimentos ajudou a conter o aumento geral a apenas 0,06%, abaixo dos 0,41% registrados em junho. As informações são da Agência Brasil.
Na prática, o consumidor sentiu um alívio nas compras do supermercado, mas precisou separar mais dinheiro para pagar as despesas da casa. O resultado mostra que a economia do carrinho de compras foi, em parte, anulada pelo aumento das tarifas de energia.
A conta de luz ficou mais cara por causa da cobrança extra da bandeira tarifária amarela (taxa adicional cobrada quando a geração de energia fica mais custosa), somada aos reajustes autorizados para concessionárias em cidades como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Além da energia elétrica, as tarifas de água e esgoto também subiram em algumas capitais, enquanto apenas o gás encanado apresentou uma pequena redução.
No supermercado, o cenário foi o oposto. A alimentação em casa caiu 1,14%, puxada principalmente pelas fortes reduções nos preços do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%), embora a cebola (7,1%) e o pão francês (0,65%) tenham ficado mais caros.
Já quem costuma fazer refeições fora de casa continuou pagando mais, com aumento de 0,66% nas refeições nos restaurantes e de 0,30% nos lanches.
Os gastos com transporte também pesaram, com a disparada de 11,7% nas passagens aéreas por causa dos reajustes do querosene de aviação. Já os preços da gasolina, do etanol, do diesel e do gás veicular tiveram quedas de até 2,5% e ajudaram a reduzir o impacto no bolso de quem utiliza veículos.
Na saúde, os consumidores também enfrentaram novos reajustes, com produtos de higiene pessoal mais caros (0,28%), com destaque para os perfumes (1,74%) e planos de saúde (0,42%), que refletiram os reajustes autorizados para diferentes modalidades de contratos.
Entre as regiões pesquisadas, o Rio de Janeiro registrou a maior inflação do mês (0,44%), impulsionada principalmente pela alta da energia elétrica e das passagens aéreas. Já Belém apresentou o menor índice (-0,22%), beneficiada pela queda nos preços da gasolina e do açaí.
Apesar da desaceleração em julho, a prévia da inflação continua acumulando alta de 3,51% no ano e de 4,52% nos últimos 12 meses, levemente acima do teto de 4,5% da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.
