A conta de luz no Brasil custa mais do que em 77 países quando comparada ao poder de compra da população, mesmo com o país tendo uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. O problema está nos impostos elevados, encargos setoriais e distorções regulatórias que encarecem a tarifa final paga pelo consumidor. As informações são da Gazeta do Povo.
Apenas 30% do valor da conta corresponde ao custo de produzir a eletricidade. O restante inclui distribuição, transmissão, impostos como o ICMS e encargos setoriais. As perdas no sistema, incluindo furtos de energia, são repassadas para quem paga regularmente.
Pela paridade do poder de compra, a eletricidade no Brasil custa o equivalente a US$ 0,357/kWh. Essa medida econômica compara quanto a tarifa pesa no bolso do cidadão em relação à sua renda. O brasileiro precisa trabalhar muito mais horas do que um canadense ou indiano para pagar a mesma quantidade de energia.
O Congresso Nacional tem incluído medidas em leis que forçam a contratação de termelétricas a gás e pequenas centrais hidrelétricas em locais específicos, mesmo quando não são necessárias ou são mais caras. Essas usinas têm lucro garantido por lei, e o custo extra é embutido na tarifa paga por todos.
Simulações indicam que uma reforma profunda no setor poderia reduzir a conta de luz em até 32,5%. Isso envolveria a redução de encargos e perdas, além de ajustes nos impostos. Uma das propostas é reformar a Conta de Desenvolvimento Energético, transferindo o financiamento de subsídios para o Orçamento da União.
