São Paulo

– O diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) Clemente Ganz Lúcio, avaliou hoje (2) que os R$ 2,8 bilhões em financiamentos que devem ser direcionados ao setor de construção civil podem mesmo, como previsto pelo governo, criar 1,4 milhão de empregos. Ele ressalva, porém, que os estímulos ao setor poderão também provocar o aumento do número de pessoas procurando emprego e, dessa forma, aumentar o contingente de desempregados.

“Em tese, o aumento da oferta de empregos pode também expandir a demanda porque muitos daqueles que deixaram de procurar emprego, classificados como inativos, desalentados, voltam a procurar trabalho quando vêem as placas de contratação de pessoal”, explica Lúcio.

Mas isso não é, na sua avaliação, um movimento que possa ser considerado ruim porque a expansão da oferta de trabalho e as respectivas contratações aumentam a massa de rendimentos e, com isso, ampliam a atividade econômica em todos os ramos.