A confiança do consumidor diminuiu em fevereiro, afirma a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou hoje a pesquisa Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec). O índice alcançou 112,8 pontos em fevereiro, ou seja, queda de 0,7% na comparação com janeiro, quando marcou 113,6 pontos.

A CNI lamenta a retração, destacando que esse movimento interrompeu uma sequência de cinco meses sem queda do INEC. Entre agosto de 2011 e janeiro de 2012, inclusive, houve um crescimento moderado do índice, de 1,4%. Com a queda registrada este mês, o INEC encontra-se 2% abaixo do registrado em fevereiro do ano passado, quando marcou 115,1 pontos.

Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, o declínio de 0,7% é pequeno e não pode ser traduzido como uma tendência. “Não dá para apostar nisso ainda”, avalia. A pesquisa para a elaboração do Inec foi realizada pelo Ibope entre os dias 9 e 13 de fevereiro, com 2.002 pessoas em todo o Brasil.

O Inec é composto por seis indicadores: inflação, expectativas de desemprego, situação financeira, endividamento, evolução da renda pessoal e compras de bens de maior valor. O indicador que mede a expectativa de inflação subiu de 100,9 pontos, em janeiro, para 101,3 pontos, em fevereiro, representando maior preocupação do consumidor com o comportamento dos preços, aponta a confederação. O indicador que mede a expectativa de desemprego caiu de 130,0 pontos, em janeiro, para 127,4 pontos, em fevereiro, o que significa maior temor com a perda do posto de trabalho, explica a confederação.

O indicador que mede a expectativa de renda pessoal caiu de 115,4 pontos, em janeiro, para 114,1 pontos, em fevereiro. Sobre a situação financeira, o indicador caiu de 115,9 pontos, em janeiro; para 115,7 pontos, em fevereiro. O indicador relativo a endividamento caiu de 107,2 pontos, em janeiro, para 106,5 pontos, em fevereiro. Já o indicador sobre compras de bens de maior valor recuou de 113,0 pontos, em janeiro, para 112,4 pontos, em fevereiro.