A confiança do consumidor atingiu nível recorde em julho. É o que revelou nesta terça-feira (26) a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao divulgar o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que mostrou alta de 5,4% em julho contra junho, ante elevação de 2,3% em junho na comparação com maio. O ICC, calculado dentro de uma escala de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), foi de 118 pontos em junho para 124,4 pontos em julho, o maior nível da série histórica do índice, iniciada em setembro de 2005.

O avanço da confiança em julho reflete melhora em todos os quesitos integrantes do ICC, principalmente nas respostas relacionadas ao futuro.

O Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois subindicadores componentes do ICC, subiu 4,3% em julho, após alta de 1% em junho, e passou de 138,6 para 144,6 pontos, mantendo-se acima da média histórica de 115,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 4,9% este mês, alta mais intensa do que a de junho (3,2%), e passou de 107,1 para 112,4 pontos, superando média de 107,8 pontos pela primeira vez desde fevereiro de 2011.

O indicador também teve saldo positivo quando comparado com o desempenho em 2010. Na comparação com julho do ano passado, o ICC subiu 3,1% este mês. Em junho, o indicador caiu 1,1% ante igual mês no ano passado.

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 1.º e 21 de julho.

Otimismo

O otimismo com o futuro da economia impulsionou o avanço de 5,4% do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em julho contra junho. Segundo a FGV, a fatia de consumidores entrevistados para cálculo do indicador que aguardam melhora na situação econômica local nos próximos meses aumentou de 25,5% para 31,2% de junho para julho. Já a dos que esperam piora diminuiu de 19,4% para 14,2%, no período.

A FGV ressaltou ainda que, após três meses em queda, o grau de satisfação do consumidor com a situação econômica local voltou a melhorar em julho. O porcentual de pesquisados que avaliam a situação atual como boa aumentou de 27,8% para 31,7%, de junho para julho. Já a dos que a julgam ruim diminuiu de 24,9% para 19,7%.