O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 1% em agosto em relação ao mês anterior, ante queda de 0,8% em julho frente junho, segundo informou nesta quinta-feira (23) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa é a 23ª edição do indicador, calculado com base nos resultados da pesquisa "Sondagem das Expectativas do Consumidor" apurada desde outubro de 2002 (com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal). O índice é composto por cinco quesitos da sondagem.

Com o resultado, o desempenho do indicador, que é calculado com base em uma escala de pontuação entre 0 a 200 pontos (sendo que, quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), passou de 108,2 pontos em julho para 109,3 pontos em agosto.

Em seu comunicado, a FGV informa que, pelo quinto mês consecutivo as avaliações sobre a situação presente melhoraram em relação ao mês anterior. O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que subiu 1,3% em agosto, ante alta de 2,2% em julho; e o Índice de Expectativas, que teve aumento de 0,8%, de queda de 2,4%.

Situação atual

No caso do Índice de Situação atual, foi o maior nível atingido por este índice desde janeiro de 2006 (109,7 pontos). Ainda segundo a fundação, no acumulado em 12 meses, os dois sub-índices do ICC apresentam variações positivas, com alta de 9 9% para o indicador de situação atual; e aumento de 4,8% para o expectativas.

Ao detalhar os resultados dos dois índices, a FGV informou que entre julho e agosto, caiu de 12,6% para 11,4% o porcentual de consumidores pesquisados que avaliam a situação econômica atual da cidade em que residem como boa. Neste mesmo quesito, diminuiu de 38,7% para 36,0% o porcentual dos que a consideram ruim. "Da série histórica iniciada em setembro de 2005, esse é o menor percentual de consumidores avaliando de forma desfavorável a situação econômica local", esclareceu a fundação, no comunicado.

Já na intenção de compra de bens duráveis nos próximos seis meses, a proporção de consumidores que prevêem gastar mais aumentou de 13,5% para 15,4%, de julho para agosto. A dos que prevêem gastar menos também cresceu, mas em menor magnitude: de 30,5% para 31,0%, no mesmo período.

O levantamento abrange amostra de mais de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1º a 20 de agosto.