Os empresários do comércio ficaram mais otimistas na passagem de outubro para novembro, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 1,2%, para 98,9 pontos. Em relação a novembro de 2015, a alta foi de 23,5%.

Apesar da evolução, o resultado permanece abaixo da zona de indiferença, de 100 pontos, como reflexo da contínua redução das vendas no varejo e da dificuldade de recuperação do setor no curto prazo, ponderou a CNC.

“Embora haja a percepção de que a crise econômica esteja lentamente perdendo a força, as condições do mercado de trabalho, o crédito caro e a restrição de renda das famílias permanecem como um entrave para a recuperação do comércio varejista. Por outro lado, a desaceleração da inflação influencia positivamente o comércio”, avaliou a economista da CNC Izis Ferreira, em nota oficial.

A avaliação sobre as condições correntes avançou para 58,5 pontos , um salto de 50% na comparação com novembro de 2015, a maior variação positiva da série histórica iniciada em março de 2011. Em relação a outubro, houve alta de 3,2%.

Já o índice que mede as expectativas do empresário do comércio alcançou 150,3 pontos em novembro, um aumento de 0,8% ante outubro. Na comparação com novembro do ano passado, houve crescimento de 24,3%.

O índice que mede as condições de investimento ficou em 87,9 pontos este mês, o equivalente a uma alta de 0,3% ante outubro. Na comparação com o mesmo mês de 2015, o avanço foi de 9,4%.