A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou ontem o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes a dez anos de prisão em regime fechado. A juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6.ª Vara Federal Criminal do Rio, também condenou o banqueiro Salvatore Cacciola (13 anos de prisão) e a ex-diretora de Fiscalização do BC Tereza Grossi (seis anos). Eles podem recorrer da sentença em liberdade, com exceção de Cacciola, que está foragido.

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Lopes e Grossi eram acusados de ter favorecido os bancos Marka e FonteCindam às vésperas da desvalorização do real, em 1999, quando ocupavam a presidência e a diretoria do BC, respectivamente. Cacciola era dono do banco Marka.

O BC (Banco Central) socorreu os dois bancos, evitando que quebrassem. A principal alegação para o socorro foi o risco de a quebra provocar uma ?crise sistêmica? no mercado financeiro.

A juíza, entretanto, decidiu condenar Grossi, Cacciola e Lopes pelo artigo 312 do Código Penal (peculato, ou utilizar-se do cargo exercido para apropriação ilegal de dinheiro). Além de peculato, Cacciola também foi condenado por gestão fraudulenta.

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Também foram condenados no mesmo caso os réus Cláudio Mauch (dez anos), Demóstenes Madureira do Pinho Neto (dez anos), Luiz Augusto Bragança (cinco anos em regime semi-aberto), Luiz Antônio Gonçalves (dez anos) e Roberto José Steinfeld (dez anos).