O Ministério da Fazenda esclareceu, na tarde desta sexta-feira, que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao se referir, pela manhã, à ampliação dos instrumentos privados de financiamento de longo prazo, citou o uso de compulsórios bancários no Programa de Sustentação do Investimento (PSI) apenas como exemplo.

“O governo quer fazer com que o setor privado, e não diretamente o BNDES, passe a assumir o financiamento de longo prazo. Então, nesse sentido nós temos várias ações que vão desde ter um perfil de dívida pública externa como base de financiamento e as debêntures”, disse Augustin durante o evento sobre o balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).

“Quando nós lançamos o PSI recentemente, ele introduziu um sistema no qual o setor privado possa diretamente participar do PSI usando recursos de depósitos compulsórios. O governo está estudando isso, a ampliação desse mecanismo, pois é muito importante a participação do setor privado no financiamento de longo prazo”, completou o secretário, dando a entender que a ampliação poderia se dar no mecanismo ligado ao Programa de Sustentação do Investimento.

Posteriormente, no fim da cerimônia, Augustin disse ter usado apenas um exemplo. “O que eu disse é que nós temos uma política que se coloca em vários mecanismos. Dei como exemplo uma política já lançada. Era apenas um exemplo. Não estava me referindo a nenhum dos estudos que temos para novos mecanismos. Como eu disse, a palavra é estudo. O governo está avaliando. O governo considera isso um objetivo importante. O PSI é um exemplo de ação já realizada, ou seja, já está rodando o programa em que o banco privado diretamente tem uma fonte de recurso para o financiamento do investimento. E o governo está sim estudando outras formas”, concluiu Augustin.