Economia

Compras internacionais até US$ 50 ficam isentas de imposto de importação

Esta foto foca na textura e na diversidade de cores das notas. Uma mão (bem cuidada, com unhas curtas) segura um leque perfeito e denso de notas. Estão visíveis todas as denominações principais (R$2, R$5, R$10, R$20, R$50, R$100 e R$200). O fundo é um mercado de rua brasileiro desfocado (bokeh), trazendo um contexto real de uso do dinheiro. A luz é natural e suave.
Notas de Real em circulação representam o fluxo constante de bens e serviços que movimenta a economia brasileira, do pequeno varejo às grandes transações. Foto: Imagem criada por Inteligência Artificial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (10) a lei que zera a tarifa de importação para compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 257) feitas pela internet. A medida extingue a chamada taxa das blusinhas e vale para remessas postais.

As informações são da Agência Brasil.

A nova legislação também reduz de 60% para 30% a tarifa para mercadorias que somam até R$ 3 mil por remessa. O texto permite ainda que o ministro da Fazenda altere as alíquotas do imposto de importação quando necessário.

O governo poderá estabelecer limites de quantidade e frequência de compras. A medida prevê mecanismos para evitar o fracionamento artificial de remessas e controles para impedir o uso do regime simplificado para fins comerciais ou revenda.

Medicamentos também ficam isentos

A lei incluiu a isenção do imposto de importação para medicamentos que não possuem versão similar no Brasil. A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional durante a tramitação do texto.

O Ministério da Fazenda fará avaliações periódicas para analisar os efeitos econômicos da isenção. Setores empresariais de têxteis, vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos acompanharão o processo. O Congresso Nacional também avaliará o regime anualmente.

Empresários criticaram a medida

A proposta sofreu oposição de empresários nacionais que alegam concorrência desleal por parte de empresas estrangeiras, principalmente da China. Eles argumentam que a medida coloca em risco empregos no Brasil ao reduzir o preço de produtos importados.

O presidente Lula afirmou que a isenção não deve causar prejuízos para as empresas nacionais. A norma autoriza tratamento tributário diferenciado conforme o meio de importação e a adesão da plataforma ao programa de conformidade da Receita Federal.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google