O comitê de investimentos do FI-FGTS, fundo que usa parte dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores para aplicar em infraestrutura, decidiu nesta quarta-feira, 8, excluir 11 projetos da lista de análise do colegiado para possíveis investimentos, no total de R$ 18 bilhões. Essas propostas haviam sido apresentadas entre 2014 e 2015, antes do novo modelo de seleção de projetos por chamada pública implementado pelo fundo. Muitas das empresas que solicitaram o financiamento não forneceram informações suficientes para a concretização da operação ou até desistiram do pedido, por isso a exclusão.

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O comitê havia dado o prazo de nove meses, a contar do início deste ano, para que as empresas interessadas entregassem as informações para viabilizar a continuidade da análise do investimento, o que não foi cumprido. Caso os 11 projetos fossem adiante, o FI-FGTS aportaria um total de R$ 18 bilhões. A maioria dos projetos descartados pelo comitê era de energia (quatro ao todo), tanto na área de transmissão quanto de geração. Havia também propostas de financiamento a rodovias, portos e ferrovias. O colegiado não divulga individualmente as empresas que tiveram os projetos excluídos da análise porque algumas têm capital aberto.

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“De janeiro para cá, não houve evolução. Ainda restaram questões pendentes, estruturação. Fizemos contato com as empresas e hoje a decisão foi por cancelar”, disse o gerente do FI-FGTS, Odirley Rios. “Eles tiveram nove meses. Não seria justo manter (os projetos) para continuar estudando”, acrescentou.

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A presidente do comitê do FI-FGTS, Suzana Leite, representante da União Geral dos Trabalhadores (UGT) no colegiado, explicou que o ano de 2016 foi “bem turbulento”, o que gerou retração nos investimentos feitos por empresas. Muitas revisaram seus planos de investimento, o que contribuiu para que elas desistissem ou parassem de fornecer as informações que sinalizam o interesse no financiamento do fundo.

Outra hipótese é que algumas empresas tenham conseguido financiamento de outras instituições, já que os pleitos eram feitos a várias fontes de recursos, como a outros bancos e ao próprio BNDES. “Muitas empresas pegaram outros recursos, ou acionista fez um aporte para continuar os investimentos”, disse Suzana. Segundo ela, não há impacto sobre a rentabilidade do FI-FGTS.