Comércio no setor da saúde aumenta 46,9% entre Índia e Brasil

Em apenas um ano, a relação comercial entre Brasil e Índia cresceu 46,9%. Em 2006, o mercado do setor de saúde entre os dois países movimentou US$ 1,47 bilhão. Já em 2007, esse valor saltou para US$ 2,16 bilhões. Desde a última sexta-feira (25), o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lidera uma missão à Índia com o objetivo de estreitar as relações entre os países nas áreas de saúde e negócios e incentivar que firmas indianas invistam no Brasil.

De acordo com Temporão, a participação do BNDES na comitiva é estratégica. Por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (PROFARMA), o banco irá contribuir para a internacionalização de empresas nacionais, por meio de exportações, parcerias estratégicas ou de investimentos fixos no exterior.

O apoio do Profarma está dividido em cinco sub-programas: Produção, Inovação, Exportação, Reestruturação  e Produtores Públicos. Até o momento, já foram liberados R$ 125,5 milhões. Somente para o Programa Exportação os investimentos já somam R$ 20,6 milhões.

Além de atrair produtores indianos, que são reconhecidos mundialmente, a estratégia da missão é diminuir o déficit comercial do setor. Em 2007, em relação à Índia, o Brasil acumulou um déficit de US$ 1,2 bilhão, um aumento de 46,9% em relação a 2006 (déficit de 531,1 milhões). No mesmo período, o Brasil ampliou apenas em 2% as exportações. Em 2007, o Brasil enviou àquele país US$ 957,9 milhões, um aumento de 2% com relação a 2006 (US$ 938,9 milhões).

“A Índia é um mercado potencial para o exportador brasileiro, principalmente em relação aos equipamentos médicos e odontológicos. A oportunidade de estreitar os laços durante esses encontros é ímpar”, ressaltou o ministro.

Para o ministro, o mercado brasileiro está pronto para atrair novos investimentos por uma série de fatores, entre eles: sua capacidade reguladora, gerenciada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); potencial do setor, que movimenta 8% do PIB (R$ 160 bilhões) e emprega 9 milhões de pessoas;  além da capacidade de financiamento, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que dispõe de R$ 3 bilhões para a indústria farmacêutica.

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