Foto: Aliocha Maurício
Comércio nunca sabe como os namorados vão se comportar
na data.

O Dia dos Namorados é uma incógnita para os comerciantes. Tirando o Natal e o Dia das Mães, que são os principais motivos de comemoração para a classe, as outras datas comemorativas acabam não rendendo grandes expectativas para o setor.

Porém, por conta do bom momento econômico que o país passa, os dirigentes da Associação Comercial do Paraná (ACP) acreditam que as vendas vão aumentar entre 5,5% e 6% neste ano. Já os consultores da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio) fazem uma previsão ainda mais positiva: entre 6% e 8%.

De acordo com uma pesquisa realizada em São Paulo pela empresa Empório da Mídia, cerca de 400 mil brasileiros têm a intenção de comprar presente no Dia dos Namorados. Na opinião do consultor econômico da Fecomércio, Vamberto Santana, os índices entre 5,5% e 8% se aproximam daqueles registrados no Dia das Mães, porém os valores dos presentes serão menores.

?A base de comparação das vendas no Dia das Mães é maior que aquela do Dia dos Namorados?, afirma.

Segundo o vice-presidente de Serviços da ACP, Élcio Ribeiro, o valor médio do presente no Dia dos Namorados ficará em R$ 50. Ele diz que a qualificação do regalo neste dia é bastante característico: existe o presente para o namorado tradicional (o casal solteiro) e também para aqueles que já são casados mas se consideram ?eternos namorados?.

?No primeiro caso, normalmente se presenteia com flores, perfume, CD. Já no segundo caso, quando se conhece mais a pessoa, é mais comum presentear com calçados e confecções?, comenta.

Já segundo a Fecomércio, o valor médio do presente será de R$ 100 e os setores que mais devem faturar no Dia dos Namorados deste ano são o de perfumes, telefones celulares, livrarias, vestuário e floriculturas. Quem vende chocolates, bijuterias e serviços (como os restaurantes e casas de shows) também deve ter movimento nesta data comemorativa.

Segundo Santana, a boa expectativa pode ser explicada por uma série de fatores, como o aumento do emprego, a melhoria da renda (o crescimento do salário mínimo), além da queda do valor do dólar. ?Claro que o empresário deverá adotar estratégias, como oferecer o melhor preço, ter qualidade no atendimento e facilidades para o pagamento?, disse. Opinião compartilhada por Ribeiro, da ACP.

?Temos uma renda maior, acordos trabalhistas positivos, inflação controlada. Tudo isso faz com que o brasileiro passe a comprar o que não é de primeira necessidade. Hoje o consumidor está com o orçamento mais ajustado?, diz ele.

O Dia dos Namorados, assim como outras datas comemorativas, são de apelo ao comércio. Isso pode ser explicado pela própria história deste dia, que começou a ser comemorado no Brasil a partir de uma campanha publicitária realizada em 1949 para estimular as vendas no mês de junho.

Até então, este mês era ?fraco? para o comércio, e a comemoração foi criada justamente para alavancar as vendas no período. Na época, um slogan foi criado pelo publicitário João Dória: ?não é só de beijos que se prova o amor?. A agência de Dória ganhou o título de ?agência do ano? e o dia 12 de junho ficou conhecido como o Dia dos Namorados.