O comércio e a construção foram os dois segmentos que asseguraram a estabilidade da taxa de desemprego em 10,8% no conjunto das sete regiões metropolitanas em que a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizaram em abril a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).

No total das regiões (Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal), a abertura de novas vagas pelo comércio no mês passado cresceu 6,3% na comparação com março e as contratações pela construção civil aumentaram 6,8% na mesma base. O setor de serviços cresceu menos, a uma taxa de 1,8% sobre março.

A taxa de desemprego no total das sete regiões metropolitanas consultadas só não foi menor, a despeito das contratações do comércio e da construção, porque a indústria reduziu em 1,2% o seu quadro de trabalhadores. A maior queda nominal de desemprego industrial em abril em relação a março, de 12,5%, foi no Distrito Federal, seguido por Fortaleza (6,7%) e Recife (6,4%).

Salvador foi onde se verificou o maior desemprego em abril, com a taxa de 17,3%, mas estável ante março. Em São Paulo, a taxa de desemprego vem se mantendo estável em torno de 11% há três meses. Em abril, o desemprego em São Paulo ficou em 11,2%.