Economia

Comércio de rua enfrenta crise com alta do e-commerce e custos elevados

Fim da escala 6x1 preocupa comércio e serviços do Paraná
Lojas no Centro de Curitiba. Foto: Gabriel Rosa/Arquivo AEN

O comércio de rua no Brasil vive uma crise estrutural em 2026, pressionado pelo crescimento de 86,3% do e-commerce nos últimos cinco anos, custos operacionais elevados e endividamento recorde das famílias brasileiras. As informações são da Gazeta do Povo.

As lojas físicas enfrentam queda na demanda, aumento de custos fixos como aluguel e energia, além de juros altos. A conveniência de grandes sites e aplicativos, como Amazon e AliExpress, mudou o comportamento de compra, com consumidores preferindo receber produtos em casa.

Cerca de 81,6% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente. Isso torna o consumidor mais criterioso, cortando gastos com produtos não essenciais, como roupas e acessórios, base de muitos comércios de rua.

Os preços dos aluguéis comerciais tiveram em 2025 a maior alta desde 2013, subindo quase 9%. Diferente das vendas, que podem cair de um mês para o outro, despesas fixas como folha de pagamento e aluguel não diminuem na mesma velocidade, sufocando o caixa das pequenas empresas.

A internet pode ser aliada para quem sabe usá-la. Lojistas que integraram suas lojas ao mundo digital, vendendo pelo WhatsApp ou redes sociais, conseguiram até dobrar suas vendas. O ponto físico funciona como local de experiência e relacionamento com o cliente.

A tendência não é o fim do varejo físico, mas uma mudança de função. A loja tradicional que apenas expõe produtos tende a sofrer mais. As que sobreviverão serão as que integrarem o físico com o digital, funcionando também como pontos de retirada de compras feitas online e oferecendo atendimento personalizado que a internet sozinha não consegue proporcionar.

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