O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Erikson Chandoha, abriu ontem, na região de Ponta Grossa (na Fazenda Frankana, em Carambeí) a primeira etapa da campanha estadual de vacinação contra febre aftosa deste ano, que entra em vigor hoje, e se estende até o dia 31.

A comprovação da vacina deve ser feita até o dia 31 de maio. Para cada animal não-vacinado, o produtor poderá ser multado em R$ 81,43, além de ter que vacinar posteriormente, alerta a Secretaria da Agricultura.

A Secretaria da Agricultura espera imunizar cerca de 4,6 milhões de animais bovinos e bubalinos jovens. “Essa etapa é uma segunda fase do que foi feito em 2009 com o objetivo de vacinar tão-somente animais de zero a 24 meses de vida. Isso faz parte de um acordo firmado sob recomendação do Ministério da Agricultura, para que possamos buscar a condição de Estado livre da aftosa sem vacinação”, disse o secretário Erikson Chandoha.

Este status, segundo ele, passa por alguns ajustes de acordo com a Normativa 44 do Ministério. “Primeiro temos que fazer o dever de casa, tanto o poder público quanto privado, no que se refere à estrutura física e humana. A estrutura humana está avançando porque o governador Orlando Pessuti determinou a contratação de mais de 300 profissionais de nível superior e médio. Quanto à estrutura física estamos fazendo o devido levantamento para então readequar os postos de fiscalização em nossas barreiras” destacou ainda Chandoha.

O secretário adiantou que alguns postos serão praticamente reconstruídos, como é o caso da barreira na divisa com o Estado de São Paulo. Já as barreiras com Santa Catarina não preocupam tanto porque já existe uma infraestrutura, uma vez que o Estado vizinho tem o status de livre da aftosa sem vacinação.

“É preciso avançar em relação à divisa com o Mato Grosso do Sul. Hoje são duas barreiras, vamos construir mais quatro na divisa com este Estado”, reforçou. No total serão 35 postos de fiscalização sanitária e fitossanitária que a Secretaria passa a operar diretamente por meio do Departamento de Fiscalização.

Isto, segundo Chandoha, vai dar condições para que a Secretaria da Agricultura solicite junto ao Ministério uma auditoria em junho ou julho para que se confirme a questão de livre da febre aftosa sem vacinação.

“Estamos nos esforçando, junto a iniciativa privada, na busca deste objetivo. Tanto é verdade que criamos os Conselhos Municipais de Sanidade, que já estão em praticamente todos os municípios do Paraná”.

Os CSAs representam a comunidade nos municípios e atuam junto com o poder público para garantir a sanidade e qualidade dos produtos de origem animal e vegetal. Após receber o status nacional, vem um segundo momento que é a conquista do status internacional de livre da aftosa sem vacinação.