Combustíveis podem ter reajustes mensais

Rio – A tendência de preço do óleo diesel e da gasolina é que estes produtos venham a ser reajustados mais freqüentemente, chegando à proporção dos reajustes mensais, ontem aplicados sobre a nafta e ao querosene de aviação (QAV).

Na avaliação do diretor de Abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, a política adotada para os combustíveis industriais pode se estender aos usados no varejo. “É uma tendência natural que isso ocorra, na medida em que o mercado amadureça”, disse Manso. O executivo lembrou que outros combustíveis já possuem uma história de abertura de mercado mais antiga. “O óleo combustível teve o mercado aberto em 1999. A nafta e o QAV abriram mercado em 2000. Quem compra da Petrobras sabe que tem a alternativa de importação. Portanto, nesses casos estamos lidando com agentes que produzem e compram commodities em vários lugares do mundo”, comentou. Ainda segundo o diretor, dentro de “dois ou três anos todos vão saber como é o comportamento do mercado mundial”.

“Quando todos entenderem que existe uma simetria com outros mercados internacionais, é possível que os preços oscilem mais, não só para cima, mas também para baixo, acompanhando o ritmo do mercado, que é ditado pela demanda mundial”, explicou Manso.

A estatal ainda está estudando a alteração, a curto prazo, no preço do diesel, mas a direção da empresa prefere evitar especulações sobre o assunto. “Não é ideal que a empresa sinalize que vai reduzir ou aumentar seus preços, porque isso altera o comportamento do mercado. E há quem aproveite para estocar ou para desovar seus estoques”, comentou Manso.

Ele lembrou que na semana passada foi divulgada a possibilidade de queda no preço do diesel, devido ao descolamento do preço interno do internacional, e no dia seguinte o corte da Opep em sua produção puxou os preços para cima.

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