São Paulo (AE) – A possibilidade de o governo promover um reajuste nos preços dos combustíveis ainda este ano ?diminuiu bastante?, na avaliação do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. De acordo com ele, se fosse para ter aumentado os preços domésticos, a medida deveria ter sido feita quando o preço do petróleo disparou no mercado internacional e não agora, que está se acomodando.

?Observando apenas as questões econômicas, diminuiu bastante a possibilidade de reajuste ainda este ano. Se não foi feito quando a defasagem era alta, não há por que fazer agora, já que ela diminuiu?, considerou Quadros.

Vale lembrar, no entanto, que muitas instituições financeiras ainda projetam a elevação dos preços para os últimos meses do ano, em função da eleição de domingo.

Quadros destacou que o governo reajustou os preços destes produtos em outubro de 2005 e este aumento contribuiu com aproximadamente um terço da inflação de outubro (0,60%) e de novembro (0,40%) daquele ano. Ele comentou que se o preço da commodity voltar a subir no mercado internacional, será apenas a partir de dezembro, com o aumento da demanda no Hemisfério Norte. ?Não sei se a queda atual veio para ficar, mas, com certeza, ela diminuiu a razão econômica para aumentar os preços domésticos?, observou.