A principal contribuição para a aceleração registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado para composição do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) veio do grupo Transportes. De setembro para outubro, o IPC acelerou de 0,32% para 0,64%. No mesmo período, este grupo saiu de 0,20% para 1,43%, puxado pelo comportamento do item tarifa de ônibus urbano (de 0,11% para 2,47%).

Segundo a FGV, também foi registrado acréscimo nas taxas de variação de outras quatro classes de despesas.

O grupo Alimentação passou de 0,17% para 0,45%, influenciado pelo item bebidas não alcoólicas (de 0,73% para 2,25%); Habitação acelerou de 0,51% para 0,67%, com destaque para gás de bujão (de 3,52% para 10,94%); o grupo Vestuário passou de 0,39% para 0,70%, sob influência do item roupas (de 0,36% para 0,78%); e Educação, Leitura e Recreação, que acelerou de -0,01% para 0,10% foi influenciado por passagem aérea (de 2,36% para 2,94%).

Por outro lado, três classes de despesas apresentaram decréscimo nas taxas de variação. O grupo Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 0,63% para 0,54%, sob influência de artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,05% para 0,39%). Já Comunicação passou de 0,34% para 0,17%, com destaque para mensalidade para TV por assinatura (de 2,08% para 1,04%), e Despesas Diversas diminuiu o ritmo de alta de 0,20% para 0,09%, com influência do item alimentos para animais domésticos (de 1,11% para 0,54%).

As maiores influências de alta para o IPC na passagem de setembro para outubro foram gás de bujão (de 3,52% para 10,94%), tarifa de ônibus urbano (de 0,11% para 2,47%), gasolina (de 0,26% para 2,77%), etanol (de -0,19% para 5,90%) e refeições em bares e restaurantes (de 0,60% para 0,65%).

A lista de maiores pressões de baixa, por sua vez, é composta por cebola (de -17,31% para -37,30%), batata-inglesa (de 0,69% para -8,04%), tomate (mesmo com o abrandamento da deflação, de -16,40% para -6,34%), show musical (de -0,60% para -1,52%) e cenoura (mesmo diminuindo o ritmo de alta de -12,50% para -8,33%).

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou de 0,22% em setembro para 0,27% em outubro. O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação positiva de 0,57% em outubro, após o avanço de 0,46% apurado na leitura do mês anterior. Já o índice relativo a Mão de Obra permaneceu estável (0%) assim como no mês anterior.

Entre as maiores influências de alta do INCC-M de outubro, a FGV destacou os itens elevador (mesmo desacelerando de 3,84% para 3,21%), vale transporte (de 0,75% para 2,66%), condutores elétricos (de 0,88% para 3,00%), tubos e conexões de PVC (de 0,20% para 1,25%) e materiais elétricos (de -0,05% para 2,09%).

Já entre as maiores influências de baixa estão cimento portland comum (de -0,50% para -1,06%), tinta à base de PVA (de -0,32% para -1,59%), aluguel de máquinas e equipamentos (de -0,16% para -0,50%), argamassa (de 0,14% para -0,08%) e massa corrida para parede PVA (de 0,43% para -0,22%).

O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.