A elevação da taxa básica de juros Selic para 12% ao ano, com o aumento de 0,25 ponto percentual determinado nesta quarta-feira (20) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, recebeu críticas do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior.

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Segundo Pellizzaro Junior, as altas promovidas na Selic estão “mitigando a oferta imediata de recursos não só para o consumo, como pretende o próprio governo, mas também para o investimento produtivo, o que pode gerar descompasso ainda maior no futuro entre oferta e demanda.”

“Estão aumentando a dose de um remédio que já não surtiu efeito, e que não é adequado para a doença em questão. É preocupante, porque esse remédio, em doses muito altas, pode matar o paciente ao invés de curá-lo”, alerta o presidente da CNDL.

Outro argumento que ele aponta é o de que aumentar a Selic não é uma medida acertada porque a inflação, que seria a razão para aumentar juros, segundo ele, deve-se aos elevados preços nos quesitos alimentação e transporte e não é decorrente dos preços de bens de maior valor agregado como carros, motocicletas e eletroeletrônicos, que são mais suscetíveis ao volume de crédito disponível.

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Pellizzaro Junior acredita que a economia vai chegar a 2012 com inflação acima do teto da meta de 6,5%, ao contrário do que o governo diz esperar. Ele diagnostica que o problema no país é a baixa oferta para suprir a demanda. “O Brasil precisa ter infraestrutura condizente com sua capacidade de consumo, e o aumento dos juros vai na direção contrária da solução dessa questão”, avaliou o presidente do CNDL.