O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas pode impactar diretamente os usuários do PIX no Brasil. Segundo ele, sanções impostas por autoridades americanas podem levar bancos e fintechs a interromper operações no país para evitar punições no mercado norte-americano. As informações são da Gazeta do Povo.

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Durigan explicou que, como o sistema financeiro é integrado internacionalmente, instituições financeiras podem optar por não operar mais com o PIX mesmo sem determinação das autoridades brasileiras. Em entrevista à TV Record, o ministro alertou que clientes dessas instituições ficariam impedidos de usar o principal meio de pagamento do país.

Nesta quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções contra dois indivíduos e pelo menos quatro empresas do Brasil e de Portugal por suspeita de ligação com o PCC em crimes como tráfico de drogas e contrabando de dinheiro para cartéis.

Ministro defende que combate ao crime organizado é responsabilidade brasileira

Na avaliação de Durigan, a classificação adotada pelos Estados Unidos utiliza um conceito de terrorismo que não reflete a realidade enfrentada pelo Brasil no combate ao crime organizado. Para ele, o problema deve ser tratado pelas instituições nacionais, como a polícia brasileira, o Coaf e a Receita Federal.

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O ministro também manifestou preocupação com possíveis impactos sobre a soberania brasileira. Segundo ele, os Estados Unidos podem colaborar com informações de inteligência, mas não devem interferir diretamente nas ações conduzidas no Brasil. Durigan reforçou o entendimento apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente Donald Trump em encontro realizado em maio.

Medida pode gerar consequências econômicas para o país

Além dos reflexos sobre o sistema financeiro, Durigan afirmou que a classificação das facções como organizações terroristas pode gerar consequências econômicas para o Brasil. Segundo ele, a medida pode criar uma percepção de risco sobre o país, afastando investidores estrangeiros interessados em aplicar recursos em setores como infraestrutura e saneamento básico por receio de sanções ou de um ambiente considerado mais instável.

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