Cisco defende modelo de parceria adotado no Brasil

A Cisco Systems usa ?há anos parceiros? para distribuir seus produtos em 80% de seus negócios fechados no mundo. A multinacional americana de informática, acusada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) de ser a beneficiária de um esquema de empresas fantasmas e laranjas que deu um prejuízo ao governo de R$ 1,5 bilhão em fraudes e sonegação fiscal, defendeu ontem em nota oficial sua atuação por meio de vendas indiretas no mercado brasileiro, mesmo sistema de distribuição adotado em todo o mundo. ?Esse modelo amplamente utilizado não é inadequado.? No Brasil, ?mais de 90% dos negócios da Cisco fluem através de parcerias com canais de distribuição?.

Ao mesmo tempo em que defendeu seu sistema de negócios, a empresa afirmou que seu ?planejamento fiscal? inclui o ?respeito às leis e práticas tributárias e de importação?. A Cisco afirmou cobrar de revendedores e distribuidores a mesma postura, mas disse que ?nenhuma corporação engajada em um modelo de vendas indiretas pode endossar ou controlar diretamente todas as ações de seus distribuidores?.

A Cisco disse que emprega 250 pessoas no Brasil e planeja novos investimentos no País. O mercado brasileiro representa 1% da vendas da Cisco em todo o mundo. Segundo a Cisco, a decisão de usar o modelo de vendas indiretas se deve ao fato de ele permitir ?escalonar seus negócios e crescer em regiões novas e emergentes?.

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