Os bancos da Espanha, cuja economia e sistema bancário ainda estão lutando para se recuperarem do colapso do mercado imobiliário, foram os que apresentaram o maior número de falhas nos testes de estresse da União Europeia, reportou o Wall Street Journal, citando a Autoridade Bancária Europeia (EBA).

Cinco instituições de crédito do país foram reprovadas nos testes por terem colchões de capital inferiores a 5% de seus ativos ponderados pelo risco. Segundo avaliação, os bancos com colchões de capital abaixo desse nível precisarão levantar até o fim do ano novos recursos através da venda de ações, negócios ou ativos.

Outras sete instituições de crédito do país passaram por uma margem estreita na avaliação, apresentando colchões de capital entre 5% e 6 de seus ativos ponderados pelo risco.

Dois bancos gregos e um austríaco também foram reprovados nos testes, segundo a EBA.

Além da Espanha, os países com instituições de crédito que passaram por uma margem estreita nos testes são: Chipre (um banco), Alemanha (dois bancos), Grécia (dois bancos), Itália, (um banco), Portugal (dois bancos) e Eslovênia (um banco).

Na Irlanda, que recebeu um pacote de resgate internacional no ano passado após uma crise de seu sistema bancário, todos os três bancos avaliados passaram nos testes.

O pequeno número de notas baixas na mais recente rodada dos testes de estresse reflete o fato de que os bancos se esforçavam ao longo do ano passado para levantar novos fundos em antecipação aos testes. A EBA disse nesta sexta-feira que os bancos envolvidos nas provas levantaram cerca de 60 bilhões de euros nos primeiros quatro meses de 2011. Se os testes tivessem sido conduzidos com base nas posições financeiras dos bancos em 31 de dezembro de 2010, 20 instituições de crédito teriam falhado com um déficit de capital total de 26,8 bilhões de euros, segundo o órgão regulador da União Europeia. As informações são da Dow Jones.