Pesquisadores da Universidade Metropolitana de Osaka desenvolveram um sistema de fotossíntese artificial capaz de produzir combustível solar de forma autônoma, sem baterias. O dispositivo ajusta automaticamente seu desempenho conforme a intensidade da luz solar muda ao longo do dia, utilizando apenas água, dióxido de carbono e energia solar. As informações são da Gazeta do Povo.
O estudo foi publicado na revista científica EES Solar em junho de 2026. A tecnologia reproduz em laboratório um processo semelhante ao realizado pelas plantas, convertendo luz solar em energia química armazenável na forma de combustível.
Sistema dispensa controles eletrônicos externos
O equipamento utiliza um eletrolisador com eletrólito sólido especialmente desenvolvido para modificar suas propriedades elétricas de forma automática. Quando a intensidade da luz solar aumenta, o dispositivo aquece naturalmente, reduzindo a resistência elétrica do material e permitindo que a corrente circule com maior facilidade.
Essa autorregulação elimina a necessidade de sensores, baterias e conversores, tornando o sistema mais simples e barato que os modelos convencionais. O próprio equipamento realiza o equilíbrio entre geração e consumo de energia, mantendo a produção estável durante o dia.
Ácido fórmico armazena energia para uso posterior
O principal produto obtido é o ácido fórmico, composto químico que funciona como vetor energético. Ele permite armazenar a energia captada do Sol para uso quando necessário, contornando uma das principais limitações das fontes renováveis intermitentes.
Durante testes realizados ao ar livre, o dispositivo manteve a produção mesmo com oscilações naturais de luminosidade. A equipe já havia apresentado uma versão experimental da tecnologia durante a Expo Osaka-Kansai 2025, quando o combustível produzido alimentou um pequeno diorama.
A tecnologia ainda está em fase de pesquisa. Será necessário ampliar a escala dos sistemas, aumentar a eficiência e comprovar a viabilidade econômica antes da adoção comercial.
