Objetivo é imunizar 100% do rebanho estadual.

Dos 410 mil bovinos espalhados em 6.500 propriedades rurais de 29 municípios da região de Maringá, pelo menos 70% já estão imunizados contra febre aftosa nesta primeira etapa da campanha. Segundo o calendário oficial, o prazo terminaria dia 19 último, mas foi prorrogado até o próximo dia 30 em função das chuvas. Segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, as regiões de Jacarezinho, Cornélio Procópio e Campo Mourão estão entre as mais adiantadas no trabalho de vacinação.

Ao todo, são 10,5 milhões de cabeças em todo o Estado, entre bois e búfalos, em 213.854 propriedades rurais. Muitos pecuaristas não tiveram como vacinar pois, com chuva e lama, o acesso a muitas propriedades é complicado e, no pasto, o manejo do gado fica mais difícil. Os criadores que ainda não cumpriram esta obrigação legal devem fazê-lo assim que as condições de tempo forem favoráveis. Multa de R$ 68,78 por animal não-vacinado e não-expedição de guia de trânsito para movimentação de lotes são as principais punições aos infratores.

Na segunda etapa da campanha de 2003 – entre 1.º a 20 de novembro – foram vacinados 98,7% do rebanho paranaense. A meta esse ano é atingir 100%. Segundo o médico-veterinário João José Vituri, coordenador-regional da Defesa Sanitária Animal do núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, quase a totalidade dos pecuaristas está consciente sobre a importância da vacinação e a campanha adverte para a necessidade legal de comprovação junto às unidades veterinárias.

A partir de 1.º de junho, os fiscais identificarão as propriedades que não vacinaram. No caso de criadores reincidentes, serão aplicadas as punições legais. E, em situações extremas, o governo fará a vacinação compulsória para proteção total do rebanho, cobrando as despesas dos infratores.

Veturi alerta para a vacinação porque os bovinos, passados seis meses da última campanha, estão com a curva de imunidade baixa. A dose custa em média R$ 1,00. Faz nove anos que não ocorre um só caso de aftosa no Paraná, favorecendo as vendas externas e permitindo ao Estado a condição de área livre de aftosa, com vacinação, conforme reconhecimento oficial da Organização Internacional de Epizootias, com sede em Paris, capital francesa.

A febre aftosa é provocada por vírus que causa perda de peso, reduzindo a produção de carne e leite em pelo menos 25%. Afeta principalmente bovídeos. O tratamento é caro e a recuperação, muito lenta. E, por se tratar de doença infecto-contagiosa, a única alternativa é o sacrifício de animais doentes para ser evitada a contaminação de outros rebanhos. Além disso, países do Primeiro Mundo não compram carne bovina de países que não conseguiram controlar a aftosa. Ela contamina os consumidores.