Choque agrícola perde força e inflação pelo IGP-M recua

O enfraquecimento do chamado "choque agrícola", causado por aumentos nos preços de grãos no atacado, levou à taxa menor da segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de outubro, que subiu 0,86%, ante aumento de 1,05% em igual prévia do mesmo índice em setembro. A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Segundo ele, praticamente todas as matérias-primas agrícolas que estavam com os preços em alta, nos últimos dois meses, registraram inflação menos intensa, ou até mesmo queda de preços na segunda prévia do IGP-M de outubro. É o caso das movimentações de preço em trigo (de 11,95% para -0,26%); arroz (de 5,94% para 0,24%); bovinos (de 0,60% para -1,19%); e milho (de 12,49% para 9,12%).

Esse cenário levou à desaceleração na taxa do Índice de Preços por Atacado (IPA), de 1,52% para 1,15%, que mede a inflação no setor atacadista, principal influência para a taxa menor da segunda prévia.

Outro ponto destacado pelo economista, para a elevação de preços menos intensa medida pelo IPA, foi o comportamento do preço do leite in natura – que passou por problemas de demanda maior do que oferta durante meses. "O preço do leite, que disparou durante tanto tempo, agora está em queda", disse, acrescentando que o preço do item saiu de uma elevação de 5,46% para deflação de 0,45%, da segunda prévia do IGP-M de setembro para igual prévia em outubro.

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