A China está simplificando as regras para a abertura de empresas no país, eliminando exigências de capital e reduzindo a burocracia, numa tentativa de conferir um papel mais amplo ao setor privado e estimular o crescimento econômico.

Possíveis empreendedores não precisarão mais comprovar quantia mínima de capital, segundo mensagem publicada pelo Conselho Estatal, ou gabinete, no site do governo central chinês. A medida vai entrar em vigor imediatamente.

Antes da mudança, empresas limitadas precisavam comprovar capital mínimo de 30 mil yuans (US$ 5 mil) e as sociedades anônimas, de 5 milhões de yuans. A nova regra não vale para empresas listadas em bolsas chinesas e também não se aplica a instituições financeiras, tais como bancos e companhias fiduciárias.

Formuladores de política da China têm prometido dar mais oportunidades ao setor privado com o objetivo de estimular a economia e criar empregos suficientes para assegurar a estabilidade social.

O governo também pretende criar uma “lista negra” de empresas e indivíduos que tenham se envolvido em “práticas anormais”, que vão de pequenas irregularidades administrativas e sérias violações criminais.

A China tem hoje 15,4 milhões de empresas em operação, sendo que 73,1% delas são pequenos negócios privados, segundo a Administração Estatal para a Indústria e Comércio. Fonte: Dow Jones Newswires.