Os investimentos chineses no Brasil, que somaram US$ 7,6 bilhões até o ano passado, seguirão em alta, mesmo com a recente crise no mercado mundial e diante das incertezas econômicas do País. A avaliação foi feita nesta quinta-feira, 20, pelo conselheiro comercial do Consulado da China em São Paulo, Yu Yong. “Acreditamos que o Brasil é o país do futuro e confiamos na economia, independente do contexto internacional”, disse Yong ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em evento do Lide em Ribeirão Preto (SP).

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Segundo o conselheiro comercial, os setores que mais atraem e devem seguir com a prospecção de investimentos no País são o automotivo, máquinas de construção, financeiro, energia e petróleo e gás. “As condições recentes de investimento nesses setores são excelentes”, afirmou Yong, responsável no consulado pelos acordos comerciais de empresas chinesas no Brasil no Estado de São Paulo e nos três estados da Região Sul.

Outro setor que pode atrair empresas chinesas é o da agroindústria, segundo Yong, apesar da pouca presença de investidores do País no Brasil. “É necessário um trabalho de orientação para que os investimentos ocorram”, concluiu.

Para Frederico Hanczaryk, diretor de consultoria e estratégico do Centro de Intercâmbio Econômico-comercial Brasil China, a intenção dos chineses é ter participação em empresas do agronegócio do Brasil como acionistas, em joint ventures. Segundo ele, investidores chegaram a até procurar negócios em usinas de açúcar e etanol, mas recuaram diante da crise no setor.

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“Os chineses até tiveram interesse em usinas, mas os indicadores estão muito ruins, péssimos, e, provavelmente, não vão investir tão cedo. Se os próprios investidores e bancos do Brasil estão reticentes, os chineses também estão”, afirmou Hanczaryk.