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Economia

Cesta básica subiu 2,67% em fevereiro

  • Por Lyrian Saiki
Curitiba continua com o quarta
maior custo entre as capitais.

Curitiba fechou o mês de fevereiro com a quarta cesta básica mais cara do País, ao custo de R$ 158,24. Só perdeu para São Paulo (R$ 166,54), Porto Alegre (R$ 165,55) e Brasília (R$ 160,69). Em janeiro, a cesta de Curitiba custava R$ 154,13, ou seja, 2,67% a menos. Em termos percentuais, a variação foi a décima maior entre as 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Os produtos que mais contribuíram para o aumento da cesta foram a batata (42,48%) e o tomate (24,74%). De acordo com o supervisor técnico do Dieese, economista Cid Cordeiro, a elevação dos dois produtos se deve à questão climática – período longo de chuvas – e redução da área de plantio. Na outra ponta, tiveram queda de preço a banana (-10,77%), o feijão (-8,83%), a farinha de trigo (-4,71%) e o óleo de soja (-3,55%). No caso da banana, houve um decréscimo em função da safra. Já o feijão registrou baixa de consumo, principalmente em função do preço. Só em 2001, o quilo do feijão subiu 158%, lembrou Cid Cordeiro.

O resultado da cesta contrariou as expectativas. “A gente imaginava que o aumento registrado no segundo semestre de 2002 (cerca de 22%) puxasse o preço da cesta para baixo, mas não foi o que aconteceu”, comentou o coordenador regional do Dieese, Adílson Stuzata. O acumulado em 12 meses é de 27,10%.

O óleo de soja, a farinha de trigo e o açúcar, que impulsionaram a inflação no ano passado, não tiveram aumento no último mês ou registraram queda (caso do óleo e da farinha). Em 12 meses, o óleo de soja subiu 85,82%; a batata, 71,28%; a farinha de trigo, 67,01%, e o açúcar, 55,56%. No caso do açúcar e da farinha de trigo, a desvalorização cambial, o aumento das exportações e a redução da oferta interna contribuíram na alta. Em fevereiro do ano passado, os gastos com a cesta básica comprometiam 69,17% do salário do trabalhador. Em fevereiro último, o índice saltou para 79,12%. Pelos cálculos do Dieese, o salário mínimo necessário deveria ser R$ 1.399,10.

A Expectativa expectativa de Cordeiro é que os preços dos alimentos caiam entre março e junho, “dando fôlego à inflação”. Não é o impacto do câmbio que está afetando, mas a pressão grande dos hortigranjeiros, principalmente por causa do excesso de chuva.”

Para o economista, é difícil que o Brasil cumpra a meta de inflação estipulada pelo Banco Central de 8,5%. O IPCA de fevereiro, que deve ser divulgado esta semana, está estimado em 1,5%, enquanto o de março, em 0,9%. “Se isso confirmar, o primeiro trimestre vai ser fechado em 4,7% de inflação, o que significa 55% do proposto. Para atingir a meta, nos próximos nove meses a inflação não poderia passar de 0,4%.”

Crescimento em 2002

Lyrian Saiki

A produção da indústria da alimentação fechou o ano de 2002 com alta de 6,20% em relação a 2001. O segmento de bebidas registrou aumento de 7,77% na produção, enquanto o de fumo, 33,16%. Em relação às exportações, houve aumento de 7,46% no valor exportado, mas queda de 3,99% no volume. Já o emprego no setor da alimentação cresceu 7,05% (5.983 vagas) em 2002, sendo 4.509 vagas no interior e 1.474 na Região Metropolitana de Curitiba. Os destaques foram as indústrias de aves (2.394 empregos), fumo (1.505), açúcar (446), carne (402), laticínios (333) e preparados de carne (201).

A indústria da alimentação é o setor que registra o maior contingente de trabalhadores na indústria paranaense, equivalente a 23% do total de emprego industrial no Estado. A estimativa é que, em dezembro, o setor empregava 91 mil pessoas.

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