Foto: Arquivo

Batata já subiu 82%.

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Os alimentos estão pesando no bolso do consumidor curitibano. Desde janeiro, eles já foram reajustados em 6,65%, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mesmo período do ano passado, a cesta básica acumulava em Curitiba queda de 6,71%. A alta da cotação dos preços internacionais (commodities agrícolas) e os problemas climáticos têm pressionado os preços dos alimentos. O resultado é o aumento da cesta básica em todas as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese entre janeiro e outubro.

?A cesta básica deve fechar o ano acima da inflação, com alta aproximada de 6%?, prevê o economista Sandro Silva, do Dieese-PR. Em Curitiba, os alimentos encerraram 2006 com queda de 5,05%. O economista lembrou, porém, que no final do ano passado a previsão já era de reversão de tendência. Entre os itens que mais subiram em Curitiba desde janeiro, destaque para a batata, que ficou 82,50% mais cara, o leite (32,73%) e o tomate (22,15%).

Outubro

Em outubro, a cesta básica subiu 1,43% na capital paranaense, passando de R$ 176,62, em setembro, para R$ 179,15. Foi o terceiro mês consecutivo de alta; desde julho os alimentos ficaram 6,73% mais caros.

Dez dos 13 itens pesquisados registraram aumento no preço, com destaque para a batata, com alta de 16,80%. Segundo Sandro Silva, o aumento do preço é reflexo da chuva que prejudicou a produção. A banana foi outro produto que pressionou a cesta, com alta de 12,79%. Em dois meses, o quilo da fruta já subiu 22%. O quilo do arroz também ficou mais caro (alta de 7,59%), por conta do período de entressafra. Desde julho, o produto já subiu 14,71% em Curitiba.

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Outros produtos que pesaram no bolso do consumidor, em outubro, foram óleo de soja (alta de 5%), farinha de trigo (4,89%) – ambos por conta do período de entressafra e da alta nos preços internacionais -, manteiga (3,55%), café (3,08%), tomate (2,66%), feijão (2,39%) e pão (1,58%).

Na outra ponta, três produtos registraram queda nos preços: o açúcar (-10,94%) – devido à redução das exportações e consequente aumento da oferta do produto no mercado interno -, o leite (-8,75%) e a carne (-1,64%). ?O leite subiu mais de 48% entre março e setembro. Essa queda já era esperada?, comentou Silva.

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Com essas variações, o custo da alimentação para uma família curitibana (dois adultos e duas crianças) em outubro foi estimado em R$ 537,45. Para suprir necessidades básicas como moradia, educação, saúde, alimentação, higiene, entre outros, o Dieese defende que o salário mínimo para uma família deveria ser de R$ 1.797,56.

Outras capitais

A cesta básica subiu em 11 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese em outubro. A maior variação positiva ficou com Belém (4,31%) e a maior queda foi em Natal (-6,77%). Com relação ao valor, a cesta de Curitiba foi a sétima mais alta do País. A maior foi registrada em Porto Alegre (R$ 213,97) e a menor no Recife (R$ 142,07).