O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (31) os microdados da amostra do Censo Demográfico 2022. O material reúne informações detalhadas sobre características da população e dos domicílios brasileiros, mas com medidas de segurança reforçadas para evitar que novas tecnologias permitam identificar pessoas.

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As informações são da Agência Brasil.

Os microdados correspondem às respostas de domicílios selecionados para um questionário mais detalhado que o aplicado ao restante da população. Com esses dados, é possível fazer estudos sobre educação, trabalho, rendimento, habitação, migração e condições de vida.

Cada registro representa uma unidade de observação, como um domicílio, uma família ou uma pessoa. Um registro de pessoa pode conter variáveis como sexo, idade, cor, raça, nível de instrução, situação de ocupação e rendimento. Os registros de domicílio trazem informações sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, número de moradores e condição de ocupação do imóvel.

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Os arquivos não contêm informações que identifiquem diretamente os informantes, como nomes, CPF ou endereços. Além disso, passam por tratamentos estatísticos de proteção, conforme o princípio da confidencialidade estatística.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que foi necessário enfrentar desafios da era digital, como os avanços da inteligência artificial e da ciência de dados. O temor era que essas tecnologias permitissem identificar pessoas a partir dos microdados.

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A equipe técnica do instituto fez uma avaliação criteriosa com base na Lei Nº 5.534/1968, que resguarda o sigilo das informações estatísticas, e na Lei Geral da Proteção de Dados. A necessidade de garantir mais segurança provocou um atraso na divulgação, inicialmente prevista para dezembro de 2025.

A divulgação traz um novo modelo de acesso estruturado em três níveis. O acesso público pode ser feito por qualquer pessoa no site do IBGE, sem cadastro prévio, mas as informações vão apenas até os dados das unidades da federação.

No nível controlado, para pesquisadores e gestores, a identificação é feita pela conta gov.br. O usuário assina um termo de compromisso digitalmente e recebe um arquivo rastreável.

O terceiro nível é a Sala de Acesso Restrito (SAR), modalidade presencial em que o acesso depende da apresentação de um projeto de pesquisa. Os dados não saem da sala de sigilo.

O termo de compromisso que deve ser assinado proíbe o uso dos microdados para reidentificar pessoas, compartilhar, redistribuir ou ceder arquivos. O uso comercial, publicitário e de marketing é vedado. Os microdados devem ser usados exclusivamente para estudos e produção de informações estatísticas.