O entusiasmo com o avanço da fase 1 das negociações comerciais entre Estados Unidos e China nos mercados na sexta-feira parece ter passado após Pequim dizer que quer novas conversas antes de concluir o acordo. A segunda-feira é um pouco mais cautelosa, como indicam as bolsas internacionais, que seguem em baixa (Europa) e com sinais distintos perto da estabilidade (Nova York). Entretanto, novos relatos de que a China teria afirmado que o país asiático estaria conversando com os Estados Unidos rumo a um “acordo comercial final” traz certo alívio aos negócios.

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Sem notícias internas capazes de estimular os negócios locais, o Ibovespa abriu em baixa, tentando alguma realização, após a alta de 1,98% na sexta-feira, aos 103.831,92 pontos. No entanto, o índice tenta se acomodar com leve ganho, à medida que as bolsas norte-americanas testam sinais de valorização.

Às 11h46, subia 0,37%, aos 104.217,21 pontos, após mínima aos 103.438,47 pontos.

Enquanto isso, o impasse relacionado ao avanço do acordo sino-americano vem contaminando as economias. Na China, as exportações e as importações cederam mais que o esperado em setembro. O minério de ferro naquele mercado fechou com declínio de 2,42%, o que pesa sobre os papéis da Vale.

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“O mercado parece avaliar hoje o acordo com mais cuidado, anunciado na sexta-feira, e os dados da China colocam ainda mais em dúvida”, observa Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.

Os dados de atividade informados esta manhã têm efeitos distintos sobre as ações de varejistas. Após recuar 0,07% em julho, conforme indicador revisado, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,07% em agosto ante julho, com ajuste sazonal. No entanto, o resultado ficou aquém da mediana de 0,20% das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast (-0,20% a alta de 0,50%). Em relação a agosto de 2018, houve recuo de 0,73%, ficando mais intenso que o declínio de 0,60% da mediana das projeções (-1,20% a alta de 1,30%). Magazine Luiza ON subia 3,38% e Pão de Açúcar PN cedia 0,54%.

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Ainda no campo negativo, a retração do petróleo externamente afeta os papéis da Petrobras, que seguem sob a expectativa da votação amanhã no Senado de parte do rateio de parte dos recursos da cessão após aprovação na Câmara semana passada.

O relator do projeto que divide com Estados e municípios os recursos do megaleilão do petróleo, o senador Omar Aziz (PSD-AM) defende exigir que os prefeitos usem os recursos prioritariamente para cobrir rombos na Previdência. Nesse caso, apenas se sobrar dinheiro haveria investimentos. “Se isso de fato acontecer e atrapalhar o avanço da reforma previdenciária, não deve agradar ao mercado”, avalia Monteiro.